#CGR115: Rua do bom negócio? Marechal Rondon concentra lojas de móveis usados

Apesar da proliferação das lojas de móveis usados em várias partes da cidade, a Capital sul-mato-grossense tem uma região historicamente ligada ao comércio de segunda mão. A Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, nas imediações da antiga rodoviária, foi precursora na concentração dos ‘movelheiros’, como são chamados. Nos últimos anos, com a difusão das lojas em […]
| 11/08/2014
- 15:17
#CGR115: Rua do bom negócio? Marechal Rondon concentra lojas de móveis usados

Apesar da proliferação das lojas de móveis usados em várias partes da cidade, a Capital sul-mato-grossense tem uma região historicamente ligada ao comércio de segunda mão. A Rua Marechal Cândido Mariano Rondon, nas imediações da antiga rodoviária, foi precursora na concentração dos ‘movelheiros’, como são chamados.

Nos últimos anos, com a difusão das lojas em outras avenidas de grande fluxo, como a Júlio de Castilho, o comércio enfraqueceu na Marechal Rondon. Mesmo assim, mais de dez lojas compram e vendem de tudo. É possível encontrar desde eletrodomésticos usados até raridades colecionáveis.

Segundo o empresário Anilton da Cruz, de 59 anos, quando se compra um móvel novo, nas grandes redes de eletrodomésticos, há uma demora muito grande na entrega. Isso se deve a burocracia dessas lojas que, geralmente, têm muitos produtos na fila de espera. “Quando compro aqui na Cândido Mariano eles entregam em poucas horas”, ressalta Cruz.

O empresário diz, ainda, que essa concentração é uma tendência de mercado. “É só analisarmos os bancos. Antigamente eles ficavam longe um do outro, hoje estão todos juntos. Isso facilita muito a vida do povo”. Ele já comprou três vezes nessas lojas.

Já para a dona de casa Graciela Martins, o preço baixo é o principal atrativo. “Uma geladeira nas Casas Bahia custa mais de R$ 2 mil, aqui eu encontro uma do mesmo modelo por R$ 800”, garante.

A dona de casa afirma, também, que as pessoas que procuram móveis usados são aquelas que não podem abrir crediário nas grandes lojas. “Conheço muita gente que vem aqui porque tem o nome sujo, por isso compram à vista”.

Contudo, o comerciante Sérgio Lucas lembra que sua loja faz parcelamento em até 5 vezes no cartão de crédito, dependendo do valor produto comprado. Segundo ele, o principal motivo da formação desse polo de mercado na Cândido Mariano foi a prosperidade dos pioneiros. “Os primeiros puxaram os demais. Porém, só quem chega primeiro bebe água limpa”.

Entre as vantagens para os lojistas, a empresária Maria Queiroz destaca a ajuda mútua entre os comerciantes. “Aqui todos se ajudam. Quando não tenho uma geladeira para vender eu indico meu vizinho e vice-versa”.

Maria conclui fazendo um alerta. Segundo ela, o crescimento desse polo de mercado está parado em virtude da escassez de salões para aluguel. “Não é fácil encontrar. Quando um vizinho desiste do ramo, aparecem muitos interessados em alugar ao mesmo tempo”.

#CGR115: Aniversário de Campo Grande

Em comemoração ao aniversário de 115 anos de Campo Grande, o jornal Midiamax realizou uma série de reportagens sobre as vias e regiões que concentram diferentes nichos de mercado existentes na Capital. Acompanhe na próxima terça-feira (12) a reportagem sobre as lojas de autopeças da Avenida Calógeras.

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