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Cerca de 50 adolescentes de 13 a 15 anos participariam de rede de exploração sexual

De acordo com a polícia, as adolescentes não ganhavam dinheiro na exploração, mas vantagens indiretas, como festas e andar em carros luxuosos.Suspeito de chefiar rede em Corumbá nega e diz estar apaixonado por garota

Arquivo Publicado em 18/03/2014, às 21h07

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De acordo com a polícia, as adolescentes não ganhavam dinheiro na exploração, mas vantagens indiretas, como festas e andar em carros luxuosos.Suspeito de chefiar rede em Corumbá nega e diz estar apaixonado por garota

Aproximadamente 50 adolescentes entre 13 e 15 anos, podem estar participando de uma rede de aliciamento e exploração sexual na cidade de Corumbá (445 quilômetros de Campo Grande).

O caso foi descoberto após o desaparecimento de uma adolescente de 15 anos, que estava na casa de um funcionário público de 40 anos, morador do centro da cidade. A jovem estava desaparecida desde o último dia 8 deste mês.

Na delegacia, o autor negou que exista essa rede de exploração. Ele disse em depoimento que está apaixonado pela jovem. Já em relação às fotos, ele contou que conseguiu por meio de um grupo fechado no WhatsApp.

De acordo com o delegado Gustavo de Oliveira Bueno Vieira no celular do autor foram encontradas fotos da jovem nua. No local também havia um cachimbo, para utilizar drogas, lubrificante, preservativos além de um arquivo em power point com 46 jovens em fotos nuas.

Quatro das jovens já foram identificadas. A polícia também identificou conversas de aliciamentos em redes sociais

Ainda de acordo com a polícia, as adolescentes não ganhavam dinheiro na exploração, o que era oferecido seria uma forma de vantagens indiretas, tais como festas e andar em carros luxuosos.

O funcionário público foi preso em flagrante por armazenar fotos e vídeos que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. Ao menos dez pessoas também podem estar envolvidas nessa rede de exploração.

“É importante também conscientizar os pais, que, muitas vezes imaginam por estarem dentro de casa, acham que estão seguros, sendo que as redes sociais é muito fértil para esse tipo de crime”, diz.

Jornal Midiamax