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Centro de recreação nega negligência e quer tirar fotos de bebê mordido do Facebook

Os proprietários do centro de recreação infantil no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande, que tiveram fotos de uma das crianças atendidas no local publicadas na internet com sinais de mordidas pelo corpo, pretendem recorrer à Justiça para retirada dos conteúdos de circulação. A empresa nomeou um assessor de imprensa para cuidar do caso e […]

Arquivo Publicado em 04/03/2014, às 15h57

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Os proprietários do centro de recreação infantil no Jardim Centro Oeste, em Campo Grande, que tiveram fotos de uma das crianças atendidas no local publicadas na internet com sinais de mordidas pelo corpo, pretendem recorrer à Justiça para retirada dos conteúdos de circulação. A empresa nomeou um assessor de imprensa para cuidar do caso e garante não ter negligenciado o ocorrido.

Imagens dos sinais de mordida na criança foram publicadas no Facebook pela mãe, a auxiliar administrativo Raquel Guimarães. Em dois dias, foram compartilhadas por mais de mil pessoas.

Segundo o professor Elberto Teles, que fala em nome da empresa, o local não é uma creche, como informado inicialmente, mas um centro de recreação infantil. Lá, explica eles, as crianças são atendidas em horários esporádicos e passam o tempo em oficinas temáticas – música, artes, balé e futebol, entre outras.

Teles diz que as crianças são acompanhadas por monitores e, no caso do bebê de 10 meses que teve as imagens publicadas pela mãe, houve registro em ata e os pais foram informados. O professor recorre à psicologia para explicar que, nesta faixa etária, é comum este tipo de caso entre as crianças, que estão em um processo de socialização e em ambiente diferente do qual estão habituadas.

No entanto, continua ele, uma equipe multidisciplinar do centro de recreação trabalha para que as crianças passem por uma fase de adaptação. “É um ‘relâmpago’, em um piscar de olhos do monitor a mordida acontece”, diz o professor.

Teles disse ainda que os proprietários do centro de recreação ficaram “muito abalados” pela forma como o caso chegou a público. “Eles (donos) sempre trataram as crianças com muito carinho”. Por isso, explica, foi registrado boletim de ocorrência de preservação de direitos e será pedida uma liminar na Justiça para remoção do que foi publicado no Facebook.

Jornal Midiamax