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Casos de agressão contra crianças marcam setembro e chocam campo-grandenses

Em sua grande maioria das vezes, as agressões partem das pessoas mais próximas, aquelas que deveriam proteger e cuidar das crianças.

Arquivo Publicado em 20/09/2014, às 21h36

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Em sua grande maioria das vezes, as agressões partem das pessoas mais próximas, aquelas que deveriam proteger e cuidar das crianças.

A cada dia mais casos de agressões e violência contra crianças são divulgados na Capital. Só este mês, cinco casos, sendo um com morte, chocaram a população da cidade e alertaram para um problema mais comum do que parece.

Em sua grande maioria, as agressões partem das pessoas mais próximas, aquelas que deveriam proteger e cuidar das crianças. Em Campo Grande, o último caso foi revelado na quinta-feira (18), quando uma menina de apenas 2 anos e meio chegou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida quase sem vida, vítima de agressão.

O principal suspeito, o padrasto, Fernando Floriano Duarte, de 33 anos, foi preso no mesmo dia sobre acusação de lesão corporal, da menina e do irmão de apenas 6 anos e por possível abuso sexual a bebê.

Durante todo o mês outros casos chamaram a atenção da população. Nesta sexta-feira (29), uma menina de 9 anos foi retirado do convívio dos avós paternos, com quem ela e dois irmãos moravam, após o avô morder seu bumbum enquanto a menina dormia.

No dia 08 de setembro, uma segunda-feira, a mãe de um garotinho de 1 ano encontrou o filho com diversos hematomas no rosto, braços e abdome. O responsável, o pai biológico, de 24 anos, abandonou a casa após espancar o filho e até o momento não foi localizado.

Em outras situações, as causas e os responsáveis ainda continuam sem identidade. No dia 28 de agosto, um bebê de 5 meses deu entrada na Santa Casa de Campo Grande com traumatismo craniano. O caso veio à tona no dia 01 de setembro quando a Depca (Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente) passou a investigar o incidente.

Em depoimento, a bisavó contou para a polícia que jogou uma rasteirinha para espantar um gato que rondava o bebê e por acidente acertou o bisneto. Ainda assim, o laudo médico comprovou que a lesão não é compatível com a versão dada pela mulher.

Durante um surto de depressão, a mãe de uma criança de 2 anos, deu ao filho uma dose de calmante triturado. Por sorte a avó paterna flagrou o momento e evitou que ela continuasse a intoxicação. Ainda assim a criança foi parar no hospital. O caso está sendo investigado como tentativa de homicídio.

Serviço

Todos os casos de violência infantil devem ser denunciados. “Pedimos para todos que desconfiem de qualquer coisa ligue, só assim podemos ajudar e evitar casos piores” lembra a conselheira tutelar Vânia Nogueira.

Os casos de violência sexual podem ser denunciados através do disque 100. A Depca também está a disposição da população para atender casos de agressão e violência.



Jornal Midiamax