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Cartola argentino nega racismo com Tinga: foi provocação

Secretário-geral da Conmebol, José Luis Meiszner declarou que a manifestação direcionada a Tinga por parte do torcedores do Real Garsilaso, em fevereiro, não se tratou de uma agressão racista. Para o dirigente, o ato de peruanos imitarem macacos quando o brasileiro tocava na bola deve ser encarado apenas como uma “provocação”. “Um moreno peruano imitando […]

Arquivo Publicado em 21/03/2014, às 15h29

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Secretário-geral da Conmebol, José Luis Meiszner declarou que a manifestação direcionada a Tinga por parte do torcedores do Real Garsilaso, em fevereiro, não se tratou de uma agressão racista. Para o dirigente, o ato de peruanos imitarem macacos quando o brasileiro tocava na bola deve ser encarado apenas como uma “provocação”.


“Um moreno peruano imitando macaco para um brasileiro um pouco mais escuro do que ele não é discriminação racial. É sim uma provocação mal-educada “, disse o cartola à Folha de S. Paulo, baseando-se em um perfil étnico sul-americano para defender a tese.


“Não devemos reagir como os europeus. Somos filhos de uma mistura de brancos, índios e africanos”, continuou o argentino. Meiszner não acredita que se trate de preconceito, e sim apenas ignorância por parte dos sul-americanos, “o povo mais mal-educado do mundo”.


“Nós, os sul-americanos, não somos racistas. Somos sim o povo mais mal-educado do mundo. Nos falta até mesmo cultural para, filosoficamente falando, provocarmos discriminação racial”, acrescentou.


Apesar da convicção do secretário-geral, e a Conmebol abriu investigação sobre o caso há mais de um mês e, segundo o presidente do Tribunal de Disciplina da Conmebol, o brasileiro Caio César Rocha, que falou à Rádio Itatiaia, uma decisão deve sair na próxima segunda-feira.


“Acredito que o tribunal vai analisar o nível da gravidade, mas com intenção de proferir uma pena didática, não muito radical”, disse.

Jornal Midiamax