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Campo-grandense entra no clima da Copa do Mundo e deixa polêmica política fora da festa

Aos poucos, o clima da Copa do Mundo começa a tomar conta de Campo Grande (MS). Enquanto a Vila Brasil, espaço da Prefeitura Municipal que transmitirá os jogos do Brasil, está praticamente pronta, comerciantes e ambulantes começam a montar seus varais de camisetas e bandeiras nas esquinas e canteiros da cidade. Nessa, quem também entra […]

Arquivo Publicado em 09/06/2014, às 17h05

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Aos poucos, o clima da Copa do Mundo começa a tomar conta de Campo Grande (MS). Enquanto a Vila Brasil, espaço da Prefeitura Municipal que transmitirá os jogos do Brasil, está praticamente pronta, comerciantes e ambulantes começam a montar seus varais de camisetas e bandeiras nas esquinas e canteiros da cidade.

Nessa, quem também entra na onda verde e amarela são os bares e conveniências da Capital, que também transmite as disputas da Copa do Mundo. A apenas quatro dias para o início do mundial de futebol, é possível ver algum detalhe verde e amarelo nos estabelecimentos.

Apesar de um pouco tímido, tem locais que acreditam na seleção brasileira rumo ao hexa e vão na contramão dos desanimados com relação à Copa do Mundo. Em um deles, inclusive, o clima já é todo Brasil. “Acredito na seleção e, por isso, quis investir no meu estabelecimento, pois já tenho um público que vem para assistir futebol”, afirma o dono de um bar da Capital, Emanuel Júlio.

Em seu estabelecimento, bandeiras de diversos times brasileiros e da seleção do Brasil fazem parte da decoração. A preparação começou pela copa, mas deve continuar nos campeonatos nacionais. Emanuel define o bar como temático e tradicional em transmitir jogos. “Estamos prontos para receber os torcedores em todos os jogos da Copa do Mundo”, convida.

Sobre a animação notável comparado ao, igualmente, evidente desânimo da população com a copa, Emanuel rebate e diz que “acredita no futebol, não na política”, mas não esconde a revolta com a questão. No entanto, para ele, é importante acreditar na seleção brasileira nesse momento. “A seleção não tem a ver com a política, ela não é culpada pelo triste quadro político”, defende.

Outros bares tradicionais de Campo Grande, e que já confirmaram programação especial, já estão devidamente “vestidos” de verde e amarelo. “A preparação para a Copa do Mundo começou há uma semana aqui e é tradição na casa”, afirma o garçom de um outro bar da Capital. No local, bandeiras do Brasil se misturam com as dos times brasileiros.

Desânimo

Para o advogado Rafael Penzo, 22 anos, o desânimo dos torcedores com a Copa do Mundo está ligado com a questão política. “Houve muito desrespeito dos políticos com o povo, desviando dinheiro público das áreas que realmente interessam como educação, saúde e segurança pública”.

Apesar disso, e para separar a revolta política de futebol, Rafael afirma que, durante a copa, vai contemplar somente as disputas. “Não tem jeito, sou fanático por futebol e essa terá jogos de altíssima qualidade”, ressalta. Ele conta que não vê a hora do mundial começar e ergue a bandeira de torcida pela seleção de Felipão. “A seleção não tem nada a ver com nossa política suja”.

Jornal Midiamax