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Câmara adia votação de requerimento que pede informações sobre o arrendamento do Sírio Libanês

O requerimento que solicita informações sobre o arrendamento do Hospital Sírio Libanês, pela Prefeitura de Campo Grande, para transformar em Centro Municipal Pediátrico, não foi votado, mais uma vez, na sessão desta terça-feira (17), na Câmara Municipal. Dos 29, apenas 12 vereadores estavam na sessão no momento da leitura e votação do requerimento. Sem quórum, […]

Arquivo Publicado em 17/09/2014, às 14h58

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O requerimento que solicita informações sobre o arrendamento do Hospital Sírio Libanês, pela Prefeitura de Campo Grande, para transformar em Centro Municipal Pediátrico, não foi votado, mais uma vez, na sessão desta terça-feira (17), na Câmara Municipal.

Dos 29, apenas 12 vereadores estavam na sessão no momento da leitura e votação do requerimento. Sem quórum, a votação ficou para a sessão de quinta-feira (18).

De autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PPS), o requerimento já foi lido e votado em agosto na Casa de Leis. Na ocasião, os parlamentares chegaram a aprovar o documento, mas, sob o argumento de que não teriam prestado atenção na leitura, pediram a anulação da votação.

Em uma nova tentativa, a base aliada da Prefeitura, maioria na Câmara, esvaziou a sessão e o requerimento não foi votado por falta de quórum. “Lamentável a atitude do líder que tenta esconder os documentos. É brincar com o poder do Legislativo”, disse a vereadora.

O líder do prefeito na Casa, João Rocha (PSDB) chegou a pedir, nesta quarta-feira (17), antes da verificação de quórum, que os vereadores votassem contra o requerimento. “Não é necessário. Isso já foi amplamente discutido aqui, as informações já foram enviadas para o MPE. Não é caso para um requerimento pedindo isso”.

Ainda no mês passado, o secretário da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Jamal Salem foi à tribuna prestar esclarecimentos sobre o Centro Pediátrico e se comprometeu a passar as informações solicitadas. “Até agora não enviou. Fomos até lá [Sesau] e o secretário disse que não poderia fornecer, pois os documentos estariam na Prefeitura”. Uma terceria pessoa teria dito que os documentos não estariam prontos.

Para João Rocha, as informações sobre o arrendamento já foram amplamente divulgadas. “Não tem problema nenhum em repassar, mas estamos nos resguardando. Requerimento é caso para quando há algo grave e não esclarecido”.

Jornal Midiamax