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Cadeia que recebeu Jefferson foi prisão feminina; reforma custou R$ 680 mil

O ex-deputado Roberto Jefferson passou a sua primeira noite no Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, nesta terça (25), onde deverá cumprir pena de sete anos e 14 dias no regime semiaberto por participação no esquema do mensalão. O político está em uma cela individual, mas divide o espaço da penitenciária com […]

Arquivo Publicado em 26/02/2014, às 12h39

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O ex-deputado Roberto Jefferson passou a sua primeira noite no Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, nesta terça (25), onde deverá cumprir pena de sete anos e 14 dias no regime semiaberto por participação no esquema do mensalão.


O político está em uma cela individual, mas divide o espaço da penitenciária com outros 120 presos, todos homens.


A penitenciária, que funciona no prédio do antigo presídio feminino Instituto Penal Romero Neto, foi inaugurada pelo governador Sérgio Cabral apenas em 2009, após reforma de seis meses.


A obra, avaliada em R$ 680 mil, incluiu a ampliação do espaço, a construção de um andar superior e a cela coletiva nos fundos.


O prédio tem capacidade para 192 internos em regime semiaberto. Cada detento que ocupa uma vaga nas sete celas coletivas dos presídios recebe da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) um kit assim que entra no lugar: uma manta, uma blusa, uma pasta de dente, uma escova de dente, uma toalha, um sabonete, uma caneca, um par de tênis e de chinelos.


O nome da unidade prisional é uma homenagem ao coronel reformado e ex-subsecretário de Unidades Prisionais da Secretaria de Administração Penitenciária, assassinado em 2009 após tentar impedir um assalto a uma casa lotérica em Niterói.


De acordo com a Seap, todos os presos do local tem o direito de sair durante o dia para trabalhar e estudar, de acordo com decisão judicial. Devido aos problemas de saúde de Jefferson, a Seap comunicou também que uma dieta alternativa foi feita por nutricionistas, “buscando atender as necessidades do preso”.


O ex-deputado afirma precisar de uma dieta sem gorduras, em função das cirurgias que foi submetido para tratamento de câncer. As restrições alimentares foram o motivo para o pedido de prisão domiciliar, negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa.


Para sair do presídio durante o dia, ele precisa estar empregado.

Entenda o caso


Condenado no julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ) foi transferido para o Instituto Penal Coronel PM Francisco Spargoli Rocha, em Niterói, na região metropolitana do Rio, por volta das 20h10 da segunda-feira (24), onde cumprirá sua pena no regime semiaberto.


Antes disso, Jefferson havia sido preso no início da tarde desta segunda-feira (24) e admitido no sistema prisional do Estado do Rio no presídio Ary Franco, em Água Santa, na zona norte do Rio, por volta das 16h15.

Jornal Midiamax