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Bebê violentada e morta foi jogada contra o irmão de 6 anos durante agressões

O suspeito de ter cometido a série de delitos é o padrasto identificado como Fernando Floriano Duarte, de 33 anos, que foi preso pela PM (Polícia Militar) e encaminhado para a Polícia Civil

Arquivo Publicado em 19/09/2014, às 11h38

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O suspeito de ter cometido a série de delitos é o padrasto identificado como Fernando Floriano Duarte, de 33 anos, que foi preso pela PM (Polícia Militar) e encaminhado para a Polícia Civil

A menina de 2 anos e meio que morreu na tarde desta quinta-feira (18) foi usada como objeto de agressão contra o irmão de apenas 6 anos. O garotinho, ainda assustado, chegou a contar para os vizinhos o que tinha acontecido em casa, enquanto a mãe trabalhava. O suspeito de ter cometido a série de crimes é o padrasto identificado como Fernando Floriano Duarte, de 33 anos.


“A irmã teve a roupa retirada e foi abusada. Como a bebê não parava de chorar, Fernando começou a ficar mais violento e atirou a menina para cima do irmão, que também começou a chorar vendo a situação”, conta uma das vizinhas, que preferiu não se identificar, e chegou a chamar a polícia.


“Dava pra ouvir os gritos das crianças, mas a gente não sabia o que estava acontecendo e nem tinha como entrar lá. Então começamos a chamar a polícia”, relata outro morador, que prefere ficar no anonimato.


“Ao jogar a menina sobre o irmão, a cabeça da bebê bateu na boca do menino e ele está com um corte nos lábios. Foi um show de horror, não sei como aquelas crianças aguentaram. A menina foi jogada por várias vezes contra a parede e até no chão. Ele chegou a pôr o pé sobre ela”, relata os vizinhos que estão indignados com a situação.


Com a chegada da mãe, as crianças foram socorridas. “A menina estava pelada e desacordada. Já o menino assustado. Houve ainda gritaria e a mulher saiu em prantos com as crianças. Logo em seguida, ele saiu da casa e a polícia chegou”, recorda.


Tentativa de fuga


Como o suspeito havia saído do imóvel e ninguém sabia do paradeiro dele, apenas que a mãe e os filhos estavam na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida, região oeste de Campo Grande, os policiais deixaram o telefone de contato caso ele voltasse e começaram uma ronda pelo Bairro José Abrão, onde morava a família.


Aproximadamente uma hora depois, Fernando retornou ao imóvel com a cabeça raspada. “Ele fez aquilo para se esconder e estava com cheiro de bebida alcoólica, não sei se tinha bebido antes ou depois, ou se bebeu antes e depois. Porque todo dia ele estava ‘dentro da garrafa’”, delata um popular.


Investigação


Ainda ontem, o corpo da menina foi encaminhado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) onde deve passar por exames necroscópicos para saber se houve ou não abuso sexual, entretanto, a bebê de 2 anos e meio foi encontrada pelada, com várias lesões e desacordada em cima do sofá. Já o menino estava acuado em um canto da sala com diversos ferimentos.

Jornal Midiamax