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Bach: “Não somos um supergoverno, somos responsáveis pelos Jogos Olímpicos”

O presidentre do COI, o alemão Thomas Bach, defendeu nesta sexta-feira que este organismo “não é um Governo supranacional e um superparlamento”, com capacidade de influência sobre outros executivos, mas sua responsabilidade é garantir “que a Carta Olímpica seja aplicada em sua totalidade durante os Jogos Olímpicos”, como vai ser feito em Sochi. “Temos plena […]

Arquivo Publicado em 07/02/2014, às 14h08

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O presidentre do COI, o alemão Thomas Bach, defendeu nesta sexta-feira que este organismo “não é um Governo supranacional e um superparlamento”, com capacidade de influência sobre outros executivos, mas sua responsabilidade é garantir “que a Carta Olímpica seja aplicada em sua totalidade durante os Jogos Olímpicos”, como vai ser feito em Sochi.

“Temos plena confiança de que a Carta Olímpica e seus princípios de não discriminação vão ser aplicados”, disse Bach em entrevista coletiva oferecida seis horas antes da cerimônia inaugural dos Jogos, na qual teve que explicar de novo a postura do COI sobre as leis russas que afetam o coletivo homossexual.

“O COI é responsável da aplicação da Carta Olímpica nos Jogos Olímpicos. Temos plena confiança de que será aplicada em Sochi. Essa é a nossa responsabilidade”, insistiu.

Bach acrescentou que o organismo que preside, ao mostrar ao mundo que atletas de todo tipo e condição podem conviver na Vila Olímpica e competir sem discriminação alguma nos Jogos, “lança uma mensagem aos políticos para que pensem em sua responsabilidade em criar uma sociedade melhor e pacífica”.

O titular do COI não teme que o presidente russo, Vladimir Putin, utilize a cerimônia inaugural de hoje com fins propagandísticos.

“O protocolo da cerimônia é muito claro. O chefe de Estado só pode dizer uma frase”, indicou, em referência à fórmula estipulada ‘Declaro inaugurados os Jogos de…’.

“Esse protocolo foi respeitado por todos, com uma exceção, em Salt Lake City 2002, e tenho certeza que hoje voltará a ser respeitado”, disse .

No ano 2002, nos primeiros Jogos após os atentados de 11 de setembro, o presidente americano, George Bush, proclamou: “Em nome de uma orgulhosa, decidida e iluminada nação, declaro inaugurados os Jogos de Salt Lake City”.

Thomas Bach pediu que não se fale das ameaças à segurança dos Jogos de Sochi como algo excepcional.

“As pessoas não imaginam a quantidade de ameaças que tivemos em Jogos anteriores. Em Sydney, em Atenas, em Salt Lake City… Não se podem particularizar estes Jogos nesse sentido”, insistiu, e não quis antecipar como reagirá o COI perante possíveis incidentes.

“Não vou especular agora sobre uma crise. O que centra minha atenção é que temos em Sochi excelentes condições para os atletas”, disse.

O presidente assegurou que não está “frustrado pela ausência de ninguém”, em referência aos representantes políticos que não participarão da cerimônia de abertura como forma de mostrar seu desacordo com alguma das políticas russas. “É sua decisão”.

Bach lembrou que estes Jogos de Inverno serão vistos em 200 países, “mais do que os Jogos de Pequim”.

O presidente também se mostrou “extremamente feliz” pela conclusão hoje de uma sessão do COI “dinâmica e muito transparente” e mencionou, entre outros dados, que o COI conta com reservas financeiras de US$ 932 milhões.

Jornal Midiamax