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Atriz de Joia Rara vendeu carro velho para se mudar para RJ

Cristiane Amorim precisou ser obstinada. Baiana e com 22 anos de carreira no teatro, a Zefinha de Joia Rara teve de, praticamente, começar do zero quando decidiu investir na televisão. Vendeu o pouco que tinha – um carro velho – e se mudou para o Rio de Janeiro, há 10 anos, mesmo sem ter qualquer […]

Arquivo Publicado em 22/03/2014, às 18h06

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Cristiane Amorim precisou ser obstinada. Baiana e com 22 anos de carreira no teatro, a Zefinha de Joia Rara teve de, praticamente, começar do zero quando decidiu investir na televisão. Vendeu o pouco que tinha – um carro velho – e se mudou para o Rio de Janeiro, há 10 anos, mesmo sem ter qualquer possibilidade de trabalho em vista. Até conseguir estrear nas novelas, entre uma participação especial e outra, fez de tudo um pouco para se sustentar. Trabalhou como garçonete, hostess, pesquisadora de campo e vendedora de loja. Foi depois de uma participação em As Cariocas que conheceu Amora Mautner e foi convidada, posteriormente, pela diretora para interpretar a Janaína de Cordel Encantado.


O desempenho na trama de 2011, inclusive, fez com que Cristiane fosse chamada novamente para a novela seguinte das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes. “Agora, tenho uma personagem que está me dando destaque e credibilidade. Esse trabalho nem acabou e já tenho possibilidade de outros. Era isso que eu queria na minha carreira: um pouco mais de estabilidade”, comemora.


O fato de ser baiana de Amargosa, cidade no interior do Estado, facilitou a criação da personagem para Cristiane. Afinal, Zefinha também é nordestina e resolve se mudar para o Rio de Janeiro atrás de melhores oportunidades de vida. Por isso, a atriz não precisou amenizar seu sotaque. Pelo contrário. Carregou ainda mais em algumas palavras e pegou referências de diferentes Estados, como Ceará e Pernambuco. “Coloco um ‘visse’ e boto o ‘r’ no lugar do ‘v’. Em vez de falar ‘você vai’, a Zefinha fala ‘você ‘rai'”, explica, aos risos. O único aspecto que exigiu um pouco mais da observação de Cristiane foi o mau-caráter do papel. “Tirei da vida. A gente encontra isso a cada esquina”, constata.

Jornal Midiamax