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Ato contra Copa tem prisão de jornalistas e fotógrafo é ferido

Manifestantes e policiais militares entraram em confronto no início da noite deste sábado durante protesto que começou na Praça da República, no centro de São Paulo, contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. A manifestação – acompanhada desde o início por um contingente de mil policiais, dentre os quais, homens da “Tropa do […]

Arquivo Publicado em 23/02/2014, às 02h05

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Manifestantes e policiais militares entraram em confronto no início da noite deste sábado durante protesto que começou na Praça da República, no centro de São Paulo, contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. A manifestação – acompanhada desde o início por um contingente de mil policiais, dentre os quais, homens da “Tropa do Braço”, com treinamento em artes marciais – terminou com saldo de pelo menos oito feridos, dentre os quais cinco policiais, dois manifestantes e o fotógrafo do Terra, Bruno Santos.


Ao todo, 230 pessoas foram detidas e encaminhadas a distritos policiais da região central e dos Jardins –o maior número desde os protestos de junho do ano passado. Ao menos duas agências bancárias do Itaú, patrocinador oficial da Copa, foram depredadas no centro.


Em meio ao tumulto, os repórteres Sérgio Roxo (O Globo), Reynaldo Turollo (Folha de S. Paulo) e Paulo Piza (G1) foram detidos suspeitos de integrar o Black Bloc, assim como dois fotógrafos freelancers. A confusão teve início quando PMs cercaram em blocos jovens mascarados, em roupas pretas, ao que foram revidados com lixeiras e cones de sinalização.


O protesto


O ato teve início às 17h na Praça da República com palavras de ordem contra a realização do Mundial no Brasil –o jogo de abertura é em São Paulo, dia 12 de junho. De lá, perto das 18h, o grupo seguiu pela avenida Rio Branco e pela rua da Consolação.


Por volta das 19h, na rua Coronel Xavier de Toledo, tiveram início confronto e as primeiras prisões. A PM ainda reagiu com bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Tiros de bala de borracha também foram efetuados.


A ação da PM surtiu efeito e o protesto se dispersou, mas pequenos grupos de manifestantes passaram a cometer atos de vandalismo em ruas do centro da capital paulista. Estabelecimentos tiveram suas fachadas danificadas. Uma das agências do banco Itaú destruída fica na rua Sete de Abril; a outra, a cerca de 100 metros dali, fica na rua Marconi.


Em meio à ação, policiais militares cercaram e prenderam dezenas de manifestantes na rua Coronel Xavier de Toledo. No local, dezenas de agentes de segurança formaram um cordão de isolamento e ameaçaram jornalistas que se aproximaram.


Manifestação teve acompanhamento de tropa especial


Cerca de 1 mil policiais acompanhavam a manifestação. Além deles, havia PMs à paisana infiltrados entre os manifestantes. Estes policiais integram a chamada “Tropa do Braço” – um grupo especial de agentes treinados em artes marciais para lidar especificamente com situações de protestos.


O anúncio da tropa especial foi feito nessa sexta-feira. De acordo com o porta-voz da PM, capitão Emerson Massera, o esquema de policiamento reforçado, pelo qual até PMs foram convocados de suas folgas, valerá “para que as pessoas tenham a liberdade de se manifestar” e, no caso dos PMs treinados em artes marciais, “para que só se aja de maneira mais agressiva conforme aumente a necessidade”.

Jornal Midiamax