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Ativista israelense que defendia direitos palestinos morre aos 85 anos

Shulamit Aloni, ex-ministra de Israel e combativa líder de esquerda que defendia os direitos das mulheres palestinas, morreu aos 85 anos nesta sexta-feira, segundo familiares e colegas. Aloni fundou um grupo em prol dos direitos civis na década de 1970 depois de deixar o Partido Trabalhista da então primeira-ministra Golda Meier, por conta de uma […]

Arquivo Publicado em 24/01/2014, às 10h37

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Shulamit Aloni, ex-ministra de Israel e combativa líder de esquerda que defendia os direitos das mulheres palestinas, morreu aos 85 anos nesta sexta-feira, segundo familiares e colegas.


Aloni fundou um grupo em prol dos direitos civis na década de 1970 depois de deixar o Partido Trabalhista da então primeira-ministra Golda Meier, por conta de uma desavença sobre influência religiosa no governo. O movimento criado por ela se transformou num pequeno partido, ainda presente no Parlamento israelense.


Nascida em Tel Aviv, Aloni defendia a formação de um Estado palestino em terras conquistadas por Israel na guerra de 1967, muito antes dos dois lados lançarem o processo de paz mediado por Washington.


Por 30 anos no Parlamento israelense, Aloni foi ministra da Educação e depois das Comunicações no governo de Yitzhak Rabin no início dos anos 1990. Ele foi assassinado em 1995 por um ultranacionalista israelense contrário ao acordo de 1993 com os palestinos.


O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, do partido de direita Likud, deixou as diferenças de lado para elogiar Aloni nesta sexta-feira: “Eu sempre admirei a determinação dela para lutar pelo que acreditava.”

Jornal Midiamax