Geral

Apôs polêmica sobre grafite em escola, artistas protestam em rede social com pintura ‘fake’

Após a suspensão do projeto que iria grafitar o muro da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, marcado para o último sábado (22) e domingo (23), artistas campo-grandenses soltaram no facebook montagens de fotos protestando contra as críticas do arquiteto e urbanista Ângelo Arruda. Em uma das fotos que está rolando na rede, os […]

Arquivo Publicado em 25/02/2014, às 21h25

None
1804355885.jpg

Após a suspensão do projeto que iria grafitar o muro da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, marcado para o último sábado (22) e domingo (23), artistas campo-grandenses soltaram no facebook montagens de fotos protestando contra as críticas do arquiteto e urbanista Ângelo Arruda.

Em uma das fotos que está rolando na rede, os artistas de rua fizeram uma montagem com o rosto do arquiteto no microfone dizendo: não vai ter graffiti neste muro.

Apesar de a foto ser uma montagem, muitos curtiram a imagem e declararam sua opinião a respeito. Em um dos post, José Francisco de Lima comenta: Eita vinganca inteligente e de extremo bom gosto.

A crítica da montagem se deve ao fato de o arquiteto e urbanista, ter levantado a polêmica que findou no cancelamento da ação social.

Ângelo Arruda, que faz parte do Conselho Municipal de Cultura, criticou o projeto ‘Grafite Legal’ que tinha como objetivo grafitar o muro externo da escola Maria Constança de Barros Machado, transformando o mesmo em uma grande galeria a céu aberto.

A ação pensada pelo apresentador do SBT, Tatá Marques, e aprovada pelo diretor da escola e pelos alunos, tinha como principal ideia ‘tapar’ as pichações constantes que o muro da escola sofre.

Conforme o diretor da Escola Estadual Maria Constança de Barros Machado, Anderson Soares Muniz, são incontáveis as vezes que eles precisaram pintar os muros da escola após terem sofrido ação de vandalismo.

Por isso, ele pontua que não desistirá de grafitar o muro e que de forma democrática quer integrar diferentes pensamentos. “É importante buscar uma solução para este problema e entendemos que a as oficinas de arte e o grafite são alternativas de combate à pichação utilizando a cultura e a educação”, enfatiza.

Nesta quinta-feira (27), às 15 horas, de acordo com Marilena Grolli, grafiteira e funcionária da Fundação de Cultura de Mato Grosso do sul (FCMS), haverá uma reunião com a Fundação de Cultura, Conselho de Cultura e direção da escola para discutirem o assunto.

Jornal Midiamax