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Após novo problema com torcedores, Nobre segue privilegiando Avanti

Em um ano e dois meses na presidência do Palmeiras, Paulo Nobre tem encarado os problemas com torcedores como alguns de seus maiores obstáculos. Mas não muda sua convicção. O dirigente assumiu seu cargo prometendo dar força ao programa de sócio-torcedor, lutando até para que tenham, de alguma fora, direito a votar nas eleições do […]

Arquivo Publicado em 21/03/2014, às 12h06

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Em um ano e dois meses na presidência do Palmeiras, Paulo Nobre tem encarado os problemas com torcedores como alguns de seus maiores obstáculos. Mas não muda sua convicção. O dirigente assumiu seu cargo prometendo dar força ao programa de sócio-torcedor, lutando até para que tenham, de alguma fora, direito a votar nas eleições do clube algum dia. A depredação do escritório do Avanti virou mais uma oportunidade de ele reiterar sua política no ano em que deve tentar o seu segundo mandato.


“O que aconteceu não muda em uma vírgula a nossa política. Não trabalhamos sob pressão”, avisou. “Desde o primeiro dia da minha gestão, deixei muito claro que o Avanti seria privilegiado e também que ninguém é obrigado a ser sócio-torcedor. Mas, se alguém quiser nadar na piscina, precisa ser sócio do Palmeiras. Assim como quem quiser usufruir de todos os planos de vantagens, descontos e facilidades, tem que ser Avanti. Se não for, não terá alcance a isso.”


A ação de vândalos que culminaram na inutilização de ingressos que ainda não tinham sido vendidos para o jogo de domingo, contra o Santos, fez Nobre apenas repensar como privilegiar ainda mais os sócios-torcedores. O dirigente já expôs a ideia de, no próximo clássico em que o Verdão for mandante, limitar a venda de bilhetes à internet.


Para a partida na Vila Belmiro, a ideia não foi colocada em prática porque não foi possível implantar no estádio do Santos catracas que aceitassem a carteira do sócio-torcedor palmeirense. Por isso, os 700 ingressos à disposição do visitante tiveram que ser buscados no escritório que foi depredado nessa quinta-feira. “No próximo jogo em que não formos mandantes, teremos que achar outra fórmula de venda justa e democrática, mas serão tomadas atitudes em privilégio ao Avanti”, antecipou Nobre.Em seu mandato, o presidente já assumiu tendo que mandar quatro jogos na Série B fora do Pacaembu em decorrência de punições por ação de torcedores em 2012. No ano passado, perdeu mais dois mandos pelo mesmo motivo e rompeu com as organizadas quando membros da Mancha Alviverde tentaram agredir Valdivia e atiraram xícaras contra o elenco em aeroporto de Buenos Aires. Em 2014, a venda de ingressos para o clássico contra o Corinthians também causou confusão no Palestra Itália.


“Ser presidente do Palmeiras tem uma parte de glamour e uma gigantesca parte de ônus, de muito trabalho, abrindo mão da família, da parte profissional, sem ter mais lazer e tudo mais. Os problemas com torcedores são apenas mais um dos milhares de problemas que existem na presidência de um clube grande como o Palmeiras”, minimizou Nobre, ressaltando que não liga para os protestos.


“Não leio rede social nenhuma, só tenho contato com o torcedor nas ruas e nos estádios. É gigantesco o apoio da torcida do Palmeiras, mostrado em elogios, fotos. Obviamente, quando um torcedor se sente frustrado, tem a sua maneira de se comportar, e existe uma parte que me critica. Mas não me pauto por isso para presidir o Palmeiras. Eu e minha diretoria temos uma linha de conduta e sabemos muito bem onde queremos colocar o Palmeiras. Nenhuma pressão vai nos fazer mudar”, repetiu.

Jornal Midiamax