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Após 6 dias sem sinais, buscas por avião entram em nova fase submersa

Está previsto para a noite desta segunda-feira (14), no horário da Austrália, o envio de um veículo submarino autônomo, da Bluefin Robotics, até a área no fundo do Oceano Índico onde foram detectados sinais que podem ser das caixas pretas do avião da Malaysia Airlines que sumiu no último dia 8 de março. O objetivo […]

Arquivo Publicado em 14/04/2014, às 15h18

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Está previsto para a noite desta segunda-feira (14), no horário da Austrália, o envio de um veículo submarino autônomo, da Bluefin Robotics, até a área no fundo do Oceano Índico onde foram detectados sinais que podem ser das caixas pretas do avião da Malaysia Airlines que sumiu no último dia 8 de março.


O objetivo é rastrear o local em busca de destroços do avião que fazia o voo MH370 e tentar confirmar se os sinais acústicos captados seis dias atrás são mesmo da aeronave que levava 239 pessoas.


“Após seis dias sem detectar sinais acústicos, é tempo de procurar sob a água”, disse o chefe do Centro de Coordenação de Agências Conjuntas, Angus Houston, em entrevista coletiva nesta segunda-feira.


O submarino tem capacidade de submergir a 4.500 metros e será usado para cartografar em três dimensões o fundo do mar. Em um primeiro momento, o veículo autônomo se concentrará em uma área de 40 quilômetros quadrados onde acredita-se que o avião possa ter caído. Essa varredura terá duração de 24 horas.


A vida útil das baterias de uma caixa preta é de 30 dias, em média, e desde terça-feira (8) não foram detectados novos sinais pelas equipes de busca, segundo Houston, o que levou à decisão de utilizar o Bluefin-21.


As buscas se concentram em um ponto cerca de 1.550 quilômetros a noroeste de Perth, na Austrália. Quatro sinais eletrônicos recebidos dias atrás por equipamentos especiais nessa área deram confiança aos participantes das buscas.


No ano passado, o Bluefin-21 foi determinante para a localização de um caça F-15 dos Estados Unidos que caiu na costa do Japão.


Sua primeira tarefa no Índico será montar um mapa do relevo oceânico, com base em instrumentos acústicos. Caso algum possível destroço seja localizado, o submarino será enviado de volta para tirar fotos, sob condições extremamente desfavoráveis de iluminação.


Houston reiterou hoje que a área das buscas é muito grande, remota e profunda, e que por isso o processo pode levar meses.


“Eu diria a todos para não sermos excessivamente otimistas, sermos realista e torcermos, torcermos para que aquele fortíssimo sinal que estávamos recebendo realmente venha da caixa-preta.”


Uma mancha de combustível foi identificada na região onde o navio da Marinha australiana “Ocean Shield” lidera as buscas, e pelo menos dois litros foram recolhidos para análise.


De acordo com o chefe da operação, a mancha está “muito próxima” de onde foram detectados os últimos sinais acústicos.


O desaparecimento do voo MH-370 da Malaysia Airlines entra em seu 38º dia ainda sem explicação para a causa do sumiço do Boeing 777 nem pistas certeiras de onde a aeronave possa estar. Desde o início das investigações, falou-se em sequestro, suicídio e a possibilidade de o avião ter pousado em terra sem ser detectado por radares, mas os parentes das 239 vítimas a bordo continuam sem respostas sobre o paradeiro dos passageiros e da tripulação.

Jornal Midiamax