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André mantém segredo sobre reunião com Mercadante e diz levar assunto ao diretório

Troca de presidência da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja- MS) foi palco de declarações entre Puccinelli (PMDB), Delcídio (PT) e Azambuja (PSDB).

Arquivo Publicado em 15/02/2014, às 16h13

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Troca de presidência da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja- MS) foi palco de declarações entre Puccinelli (PMDB), Delcídio (PT) e Azambuja (PSDB).

A mudança de presidência da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS) neste sábado (15) foi palco para debate político entre o governador André Puccinelli (PMDB), o senador Delcídio do Amaral (PT) e o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB). O discurso de Puccinelli seguiu misterioso em relação ao tom da conversa que teve ontem com o Ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.


O governador afirmou que não comentou nem com Nelsinho Trad e nem com o senador Moka sobre a pauta da reunião, mas que vai levá-la ao diretório do PMDB. Puccinelli sequer admite que foi à Brasília em um encontro proposto pelo PMDB nacional, conforme relata Delcídio, e declarou que esteve em conversa com os petistas a convite do partido da presidente.


“Vou falar o Mercadante falou para o diretório, mas eu acho difícil mudar a decisão”, anunciou. Antes do discurso, Moka disse que conversou com André sobre a reunião e ele teria confessado que os assuntos tratados foram a candidatura do chefe do executivo estadual ao senado e a aliança entre PT e PMDB.


 Puccinelli encerrou o discurso deixando claro onde pretende, por enquanto, que o senador Delcídio permaneça. “Vamos fazer com que Delcídio continue a ser esse bom senador que é para o Mato Grosso do Sul”.


André, Delcídio e Moka no Senado


Em seu breve discurso, o senador petista cumprimentou os parlamentares presentes e o governador, “que não é parlamentar, mas pode ser um”. Moka emendou prevendo os três no Senado.
Ao fim do discurso, André emendou. “Encerro meu governo dia 31 de dezembro de 2014”.


 ICMS do combustível


Por sua vez, Reinaldo Azambuja falou o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e da produção agrícola no Estado. “André fez excelente trabalho de interligação das regiões,  mas sozinho sabemos que é difícil e que as vezes o orçamento não permite”.


Depois, interpelou o governador a rever a questão tributária do Estado e os incentivos fiscais. “Por exemplo, o ICMS do combustível e do óleo diesel, que interferem diretamente na cadeia produtora. Rever a questão traria estabilidade”.


Em resposta, o governador relatou que o valor do combustível foi congelado. “Só perdemos para o Paraná e São Paulo, que são possíveis rotas de desvio para abastecimento, mas já ganhamos de Estados como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Aqui no Estado lidamos com valores até 20% abaixo do de mercado. Mas se você ou o Delcídio forem governadores, podem continuar congelando por um ou dois anos. Quem sabe o próximo governador equalize a questão”, desafiou.

Jornal Midiamax