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‘Amigo’ de homem que caiu no inferninho mentiu e será indiciado por homicídio

“Os laudos da perícia indicam que ele mentiu descaradamente durante os depoimentos. Vamos intimá-lo a prestar novos depoimentos, dar a chance para que ele fale a verdade e é certo que vamos indiciá-lo por homicídio”. A afirmação é do delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia, Weber Luciano de Medeiros, dando conta que Rafael Roberto […]

Arquivo Publicado em 21/03/2014, às 17h13

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“Os laudos da perícia indicam que ele mentiu descaradamente durante os depoimentos. Vamos intimá-lo a prestar novos depoimentos, dar a chance para que ele fale a verdade e é certo que vamos indiciá-lo por homicídio”.

A afirmação é do delegado titular da 2ª Delegacia de Polícia, Weber Luciano de Medeiros, dando conta que Rafael Roberto da Cruz poderá responder pela morte de Manoel Eloisio de Souza Rufino de 61 anos de idade que caiu no penhasco do local conhecido como inferninho, de uma altura aproximada de 30 metros, no dia 6 de fevereiro.

Na primeira versão apresentada por Rafael, ele e Manoel Eloisio iriam a um assentamento e resolveram parar para olhar a cachoeira do inferninho. “O Eloisio nunca tinha visto a cachoeira de perto e resolvemos parar. Mas aí quando ele estava na beira, se distraiu com uma macumba em uma árvore, apontou e escorregou na hora”, afirmou no primeiro momento.

Já suspeitando que “alguma coisa não batia”, o delegado Weber solicitou a ajuda da perícia técnica,com a reconstituição sendo feita no dia 11 de fevereiro.

“O trabalho da perícia foi excelente e posso garantir que temos o melhor pessoal desta área no País. Os resultados batem com aquilo que prevíamos, ou seja, a testemunha mentiu porque os dados não batem com aquilo que ele disse”, afirmou.

Segundo o delegado Weber, no dia dos fatos, Rafael deu uma versão. Na delegacia repetiu a mesma história, mas na reconstituição mudou alguns pontos e isto aumentou ainda mais as suspeitas de que ao contrário de um acidente poderia ter acontecido um homicídio no local.

Rafael tem passagem pela polícia por apropriação indébita e além disso havia emprestado a importância de R$ 18 mil para Manoel.

Atualmente o inquérito foi encaminhado para o fórum para a prorrogação de prazo. Assim que voltar para a delegacia será feita a intimação para que Rafael faça novo depoimento.

“Nós vamos indiciá-lo e como não há flagrante ele não ficará preso.Depois encaminharemos toda a documentação para o judiciário que vai decidir pelo futuro do Rafael”,afirmou o delegado.

Jornal Midiamax