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Americanos estudam mediação na Venezuela com ajuda de Colômbia e outros países

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta sexta-feira (28) que seu país trabalha de perto com a Colômbia e outros países para impulsionar algum tipo de mediação na crise vivida na Venezuela, e opinou que não é inadequado o Congresso americano estudar impor sanções a Caracas. “Estamos trabalhando muito de perto […]

Arquivo Publicado em 01/03/2014, às 11h00

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, afirmou nesta sexta-feira (28) que seu país trabalha de perto com a Colômbia e outros países para impulsionar algum tipo de mediação na crise vivida na Venezuela, e opinou que não é inadequado o Congresso americano estudar impor sanções a Caracas.


“Estamos trabalhando muito de perto com Colômbia e outros países para tentar ver como poderia ser feito algum tipo de mediação, porque obviamente já se demonstrou que é muito difícil que os dois lados possam chegar a um acordo por si mesmos, disse Kerry depois de se reunir com a chanceler colombiana, María Ángela Holguín.”


O secretário americano não deu mais detalhes sobre em que consistiria essa mediação, enquanto Holguín evitou fazer comentários a respeito e alegou que já falou sobre a Venezuela nos últimos dias desde a Colômbia.


A porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki, esclareceu posteriormente que a possível tentativa de mediação deve ser encomendada a uma terceira parte, aceitável para o governo venezuelano e a oposição, e que não é provável que os Estados Unidos se transformem pessoalmente em mediadores.


“O diálogo entre o governo e a oposição pode requerer uma terceira parte para mediar. A questão é quem seria o mediador apropriado, e claramente essa terceira parte teria de ser alguém em quem tanto o governo como a oposição confiem, assinalou Psaki.”


Segundo Kerry, o que deve ocorrer agora é a liderança venezuelana lidar com seu próprio povo, que tenha diálogo para enfrentar seus problemas, assinalou em relação aos protestos de oposição contra o presidente Nicolás Maduro na Venezuela.


“E não é inadequado que o Congresso e outros estejam debatendo e pensando sobre iniciativas e medidas que são adequadas para [responder a] ações que, tomadas ou não, têm um impacto profundamente negativo na vida das pessoas, em sua liberdade e sua capacidade de se manifestar, falar e pedir um nível de governabilidade responsável em seu país.”


Esta foi a reação do titular das Relações Exteriores americano à resolução apresentada na última quinta-feira (27) no Senado dos EUA pelo democrata Bob Menéndez e pelo republicano Marco Rubio que pedem ao presidente Barack Obama sanções contra o governo de Maduro.


“Examinaremos qualquer aspecto que temos a nossa disposição como uma opção. Mas o mais importante é que precisamos de um diálogo dentro da Venezuela, não prisões e violência nas ruas, ou processos contra jovens que estão expressando suas esperanças para o futuro, acrescentou.”


Ele também ressaltou que os Estados Unidos têm indicado constantemente a vontade de desenvolver uma relação mais construtiva com a Venezuela.


“Infelizmente a Venezuela decidiu de forma espontânea, várias vezes, ir em uma direção diferente e, frequentemente, tentar culpar os Estados Unidos por sua própria falta de governabilidade e sua desatenção à economia e ao diálogo com seus próprios cidadãos. Foi criada uma ficção na qual é fácil nos culpar, apesar de não termos realizado absolutamente nenhuma ação intrusiva, nem nenhum esforço, nada que não seja tentar ter uma relação normal.”


O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) deve convocar em breve uma sessão dedicada a avaliar se solicita uma reunião de chanceleres do continente sobre a situação na Venezuela, como propôs o Panamá.


Psaki garantiu na última quinta-feira (27) que os Estados Unidos consideram a OEA uma plataforma positiva para um debate sobre a Venezuela, mas hoje evitou precisar se acredita que a mediação deve ser canalizada através desse organismo, e também não especificou se Washington quer que haja uma reunião em nível ministerial.


O governo de Maduro rejeitou a convocação de uma reunião na OEA para debater a crise venezuelana por considerar que a Unasul é um fórum mais apropriado, e desprezou a oferta de mediação do presidente do Uruguai, José Mujica, para buscar uma solução aos protestos que vividos no país.

Jornal Midiamax