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‘Alexandrinho’ reclama de dor de cabeça no presídio e volta para a Santa Casa com escolta

Preso por suposto envolvimento na morte do policial militar Rony da Silva, em julho, Alexandre Barreto de Castro deixou o hospital ontem e já voltou nesta quinta-feira (18) após se queixar de dor de cabeça.

Arquivo Publicado em 18/09/2014, às 12h10

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Preso por suposto envolvimento na morte do policial militar Rony da Silva, em julho, Alexandre Barreto de Castro deixou o hospital ontem e já voltou nesta quinta-feira (18) após se queixar de dor de cabeça.

Após receber alta médica às 11 horas de quarta-feira (17), Alexandre Barreto de Castro, de 19 anos, o “Alexandrinho”, voltou para a Santa Casa de Campo Grande no início da madrugada desta quinta-feira (18), por volta da meia-noite. Reclamando de dores de cabeça, o rapaz segue internado com escolta da PM (Polícia Militar).


Alexandrinho está fora de perigo e deve passar por uma avaliação com o neurologista para saber o que está motivando a dor de cabeça. Ainda não há como saber quanto tempo ele deve permanecer na unidade de saúde, conforme informações da assessoria da Santa Casa.


O suspeito foi encaminhado para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Centro, pelo Corpo de Bombeiros e com escolta da PM (Polícia Militar), logo após receber alta médica. Lá, ele foi ouvido e entregue à Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul), onde seguiu para um presídio, já que tem uma prisão decretada por ter participado da morte do soldado da Polícia Militar Rony Maickon Varoni de Moura da Silva, em junho.


De acordo com a advogada do jovem, Damares da Costa, o depoimento prestado pelo suspeito dá conta de uma arma, que teria sido encontrada com ele no dia em que ele trocou tiros com a polícia. Entretanto, Alexandrinho alegou estar sem condições de falar, pois estava debilitado e por isso, foi encaminhado ao presídio, com o compromisso de posteriormente retornar à unidade para esclarecer o fato.


A advogada do suspeito afirmou à equipe do Midiamax que o estado de saúde do cliente é delicado e ele ainda não consegue falar. Já sobre a morte do policial, o interrogatório será feito por carta precatória.


Prisão


Alexandrinho foi ferido a tiros ao reagir à prisão, no Bairro Nova Lima, região norte de Campo Grande, no dia 26 de julho. No dia 28, ele passou por duas operações na região do tórax, onde houve a retirada do rim e do baço. O suspeito chegou a ficar em coma, mas se recuperou.


Assalto


Alexandre é suspeito de participar do assalto que terminou na morte do policial militar Rony Maickon Varoni de Moura da Silva, no dia 3 de junho, na rotatória do Bairro Indubrasil, área oeste de Campo Grande, na saída para Aquidauana.


Ele mais três comparsas estariam em duas motocicletas quando abordaram o veículo do PM, um Saveiro, para roubar um malote de uma empresa de bebidas, que era transportado por Rony e um colega, cabo da PM.


Durante as buscas pelos ladrões, a polícia recebeu uma denúncia, quatro dias após o crime, que os suspeitos estariam no Bairro Aero Rancho, região sul de Campo Grande. Ao chegar ao local, eles foram recebidos com tiros. Houve um conflito e um adolescente de 17 anos foi morto.


Houve perseguição de outros dois comparsas que foram presos no dia seguinte, na BR-262, em Guia Lopes da Laguna pela PRF (Polícia Rodoviária Federal), Kelvin Wilian Santa Rosa, de 22 anos, e Rafael Fernandes de Quadros, de 23 anos.

Jornal Midiamax