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Ainda sem receber, metalúrgicos demitidos em massa entram com ação judicial contra empresa

Os trinta metalúrgicos demitidos em massa pela empresa Brascopper, em Três Lagoas, no início do ano por corte de gastos entraram com ação judicial coletiva contra a empresa, pedindo o pagamento das dívidas e danos morais. A Brascopper deve 19 meses de fundo de garantia, décimo terceiro e multa rescisória para os metalúrgicos. A audiência […]

Arquivo Publicado em 07/03/2014, às 13h48

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Os trinta metalúrgicos demitidos em massa pela empresa Brascopper, em Três Lagoas, no início do ano por corte de gastos entraram com ação judicial coletiva contra a empresa, pedindo o pagamento das dívidas e danos morais. A Brascopper deve 19 meses de fundo de garantia, décimo terceiro e multa rescisória para os metalúrgicos.

A audiência deve acontecer até o fim de março e há outra marcada para agosto. O Sindicato dos Metalúrgicos de Campo Grande e Região declarou que, após não conseguir acordo com a empresa, teve que entrar com a ação judicial. Segundo o sindicato, não havia previsão de acerto por parte da Brascopper e os trabalhadores precisam do dinheiro.

A reportagem entrou em contato com Eduardo Moreno, administrador da Brascopper em Três Lagoas. Moreno disse não ter recebido “nada oficial” e relatou que a empresa ainda não tem recurso financeiro para acertar os pagamentos dos trinta metalúrgicos.

O caso

No começo de janeiro, trinta metalúrgicos foram demitidos e tiveram o contrato rescindido sem receber multa rescisória. Robson William Souza, presidente do sindicato, revoltou-se com a atitude da empresa. “É um absurdo. Disseram estar passando por dificuldades. Tem metalúrgico que veio do Maranhão e não pode ir embora porque está esperando receber o FGTS, a multa de rescisão”, exemplifica.

Eduardo Moreno, administrador da Brascopper, admitiu a dificuldade financeira que a empresa passa. “Por falta de recursos tivemos que paralisar o setor de laminação e demitir trinta funcionários”, explica.

Jornal Midiamax