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Agentes reclamam de falta de segurança na Unei Dom Bosco e Defensoria pede interdição

Funcionários e agentes da Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco estão preocupados com as condições do prédio após inúmeras rebeliões e não se sentem seguros trabalhando no local. As más condições do internato fizeram com que a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul solicitasse no último dia 11 a interdição total do prédio. […]

Arquivo Publicado em 19/03/2014, às 18h58

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Funcionários e agentes da Unidade Educacional de Internação (Unei) Dom Bosco estão preocupados com as condições do prédio após inúmeras rebeliões e não se sentem seguros trabalhando no local. As más condições do internato fizeram com que a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul solicitasse no último dia 11 a interdição total do prédio.

Desde o ano passado, a unidade está interditada parcialmente. O juiz da Infância e Juventude solicitou mais informações para poder conceder ou não a liminar com o pedido. A ação, que aponta irregularidades no atendimento, é movida contra a Superintendência de Medidas Socioeducativas.

Estrutura precária, condições que colocam em risco a vida de agentes e internos e falta de habitabilidade são apontadas na ação movida pelo defensor Eugênio Luiz Dameão.  Atualmente, 70 adolescentes estão na unidade.

Entre as medidas solicitadas para a superintendência estão a informação da quantidade de cargos vagos atualmente de servidores públicos no sistema estadual socioeducativo com suas respectivas denominações e funções, realização de auto de constatação na unidade educacional de internação e a nomeação de peritos engenheiros para realização de perícia na unidade com a elaboração do laudo pericial.

Para um agente, que não quis se identificar por medo de represálias, a possibilidade de uma nova rebelião tem assustado os funcionários. “Apartamentos que deveriam ter três cadeados tem apenas um. O pavilhão B está praticamente inutilizado e ainda sim tem adolescentes lá”.

Outra reclamação é a possibilidade de proibição da entrada da Polícia Militar na unidade quando houver rebelião. “Nós não temos nem cassetetes, como controlar uma rebelião com poucos agentes e sem a polícia? Estão tratando os adolescentes, que cometeram infrações penais, como vítimas. E nós, trabalhadores, somos o quê?”, reclama.

Jornal Midiamax