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Agentes penitenciários suspendem greve por 48 horas em SP

A greve dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo foi suspensa por 48 horas. Com isso, a categoria volta temporariamente ao trabalho a partir da 0h desta terça-feira. A decisão foi tomada em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira em 18 regiões do Estado. Apenas as regiões da Capital e Itapetininga votaram pela manutenção […]

Arquivo Publicado em 25/03/2014, às 00h22

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A greve dos agentes penitenciários do Estado de São Paulo foi suspensa por 48 horas. Com isso, a categoria volta temporariamente ao trabalho a partir da 0h desta terça-feira. A decisão foi tomada em assembleias realizadas na noite desta segunda-feira em 18 regiões do Estado. Apenas as regiões da Capital e Itapetininga votaram pela manutenção da greve. As restantes apoiaram a suspensão.

As assembleias votaram por aceitar o pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT) da 2ª Região, que sugeriu a suspensão por 48 horas para que a categoria pudesse discutir uma nova proposta do governo do Estado. A proposta deverá ser feita nesta terça-feira, em reunião às 10h no Palácio dos Bandeirantes.

A proposta do MPT foi feita em reunião realizada na manhã desta segunda-feira, da qual participaram os representantes dos três sindicatos da categoria e do governo do Estado. Com a aceitação da proposta da suspensão do movimento pelos grevistas, o governo do Estado fica agora com o compromisso de fazer uma nova proposta para a categoria.

“A decisão nos dá uma oportunidade de mostrar que não são os agentes os irresponsáveis, os inflexíveis”, disse Gilberto Machado, diretor do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp). “Não é o agente, mas sim o governo que não quer resolver os problemas de superlotação, das condições de trabalho, pois ainda estamos discutindo a pauta de 2013, que se encerrou há meses”, disse.

“Esperamos que o governo apresente uma contraproposta digna para que possamos voltar ao trabalho”, afirmou. “Os presídios estão abandonados, a superlotação é 200%, às vezes 300% acima da capacidade. Faltam remédios e médicos para os detentos. E quando nós não queremos aceitar mais presos é porque não há onde colocá-los. E ainda há a falta de funcionários, que é um problema exclusivo do governo do Estado”, desabafou.

Segundo Machado, a manhã desta terça-feira a categoria recebe a proposta e a tarde a apresenta para a categoria que à noite vota se a aceita ou não.

Os agentes cobram o cumprimento, pelo governo, da pauta de reivindicações da categoria, que prevê, entre outras coisas, correção salarial de 20,6%, referente à inflação do período entre 2007 e 2012, legalização e pagamento do serviço de bico, redução do número de carreiras e pagamento de auxílio-refeição para todos agentes, entre outras reivindicações.

A assessoria da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) divulgou nota afirmando que o órgão vai esperar a suspensão da greve para nova rodada de negociação com a categoria e que, atualmente, 82 das 158 unidades prisionais estão com parte dos serviços paralisados pela greve. Os sindicalistas afirmam que 150 das 158 unidades estão paradas.

Jornal Midiamax