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Aécio: PT trata ABC Paulista como ‘curral eleitoral’

Já em clima de campanha, o senador do PSDB Aécio Neves, pré-candidato à presidência da República, esteve no ABC Paulista, reduto do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã deste sábado. O tucano fez questão de criticar o tratamento do Partido dos Trabalhadores à região paulista e disse que os adversários tratam o […]

Arquivo Publicado em 06/04/2014, às 00h00

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Já em clima de campanha, o senador do PSDB Aécio Neves, pré-candidato à presidência da República, esteve no ABC Paulista, reduto do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, na manhã deste sábado. O tucano fez questão de criticar o tratamento do Partido dos Trabalhadores à região paulista e disse que os adversários tratam o ABC como um “curral eleitoral”.

“Essa visita é minha primeira ao ABC na condição de pré-candidato e de presidente nacional do partido. Ela traz um simbolismo grande. Viemos dizer que o governo que vai garantir os postos de trabalho, que vai fortalecera indústria é o governo do PSDB e não do PT. Não acredito nessa questão de bastiões inexpugnáveis da política. O PT trata o ABC como se fosse um curral eleitoral como se as pessoas não tivessem como avaliar o que acontece no Brasil. Nessa eleição eles vão provar do próprio veneno”, disse Aécio.

De acordo com o presidente nacional do PSDB, a campanha será direcionada para ganhar o eleitorado de São Paulo. “Estou feliz de estar aqui e vamos voltar muitas vezes. São Paulo é decisiva nas eleições e aqui é uma região que podemos dar uma surpresa aos adversários”, afirmou.

Investigações a Petrobras

Aécio disse ainda que na terça-feira irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras realmente aconteça.

“Quero dizer que é vergonhosa a tentativa do governo comandada pelo Palácio do Planalto de impedir que as investigações em relação a Petrobras ocorram. Na terça-feira vamos ao STF para ver respeitado direito sagrado das minorias, porque se acatada a decisão do presidente Renan (Calheiros) é uma violência sem limites ao funcionamento do parlamento. O fato determinado está aí. Se prevalece a decisão do presidente, equivocada, jamais haverá uma CPI, porque no momento que a minoria consegue as assinaturas necessárias basta o governo colocar 20 outros temas e busca-se investigar outros temas. É algo muito grave. Estou confiante que o STF vai garantir a instalação da CPI da Petrobras. Não impeçam a sociedade brasileira de entender como a Petrobras vem sendo governada”, disse.

O tucano afirmou ainda que acha estranho a presidente Dilma Rousseff ser contra a CPI, afirmando que a comissão irá apenas investigar.

“O que quero dizer é por que tanto temor do PT de que se investigue a Petrobras? A CPI não é condenatório em sua instalação, ela permite que os esclarecimentos venham. A própria presidente deveria ser a maior interessada nisso. Ou a presidente foi enganada ou não foi enganada. Nem nisso eles conseguem se articular, mas não há como não se investigar.

Hoje as revistas semanais mostram uma relação incestuoso de agentes do PT dentro da Petrobras para fazer negócio. Isso é uma vergonha”, completou.

Na semana que vem, o Senado decidirá o futuro da CPI da Petrobras. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), prometeu “celeridade” na definição sobre a CPI da Petrobras no Senado, alvo de questionamentos do governo e da oposição. O senador disse que tentará concluir a análise na terça-feira para remeter o caso ao plenário do Senado, que deve referendar a decisão na quarta.

Jornal Midiamax