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Advogado de Pistorius acusa testemunha de alterar depoimento

O advogado de Oscar Pistorius acusou nesta quinta-feira uma importante testemunha de alterar o depoimento, em conivência com a mulher, para “incriminar” o atleta, que está sendo julgado em um tribunal de Pretória acusado pelo assassinato da namorada ano passado. Com uma estratégia de demolir os depoimentos contra seu cliente, Barry Roux tentou demonstrar que […]

Arquivo Publicado em 06/03/2014, às 12h59

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O advogado de Oscar Pistorius acusou nesta quinta-feira uma importante testemunha de alterar o depoimento, em conivência com a mulher, para “incriminar” o atleta, que está sendo julgado em um tribunal de Pretória acusado pelo assassinato da namorada ano passado.


Com uma estratégia de demolir os depoimentos contra seu cliente, Barry Roux tentou demonstrar que a primeira descrição feita por Charl Johnson, vizinho do atleta, sobre o que aconteceu na noite da tragédia era diferente de seu depoimento ao júri.


“Existe em você uma intenção de incriminar”, disse Roux, antes de acrescentar que Johnson entrou em um acordo com a mulher, Michelle Burger, que prestou depoimento antes. “Você quer afastar qualquer dúvida de que, na realidade, esta versão é também a versão de sua mulher”, disse Roux apontando para a testemunha.


Johnson, técnico de informática, negou ter modificado seu depoimento em acordo com a esposa. O casal declarou ao tribunal que ouviu gritos e depois tiros no apartamento de Pistorius na noite de 14 de fevereiro de 2013.


O atleta paralímpico insiste que matou por engano a namorada Reeva Steenkamp, pois acreditava que estava atirando contra um ladrão que estaria escondido no banheiro. Na segunda-feira, no início do julgamento, Pistorius se declarou “inocente” do assassinato, uma acusação que pode resultar em uma pena de 25 anos de prisão.


Mais cedo, Roux pediu desculpas a Johnson por ter divulgado publicamente na sala de audiências seu número de telefone.


Johnson disse ao tribunal na quarta-feira que “sua privacidade foi seriamente ameaçada” e afirmou ter recebido ligações e mensagens com ameaças.


O processo deve prosseguir até 20 de março.

Jornal Midiamax