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Acre é autorizado a importar combustível do Peru

Para ajudar no abastecimento do Acre, o governador Tião Viana informou nesta quinta-feira que o Estado foi autorizado a comprar combustível no Peru pelo governo federal. Ele disse que pediu autorização para importar 2 milhões de litros de combustíveis. O Estado está isolado do restante do País, por via terrestre, devido à cheia do rio […]

Arquivo Publicado em 28/03/2014, às 11h22

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Para ajudar no abastecimento do Acre, o governador Tião Viana informou nesta quinta-feira que o Estado foi autorizado a comprar combustível no Peru pelo governo federal. Ele disse que pediu autorização para importar 2 milhões de litros de combustíveis. O Estado está isolado do restante do País, por via terrestre, devido à cheia do rio Madeira que interditou alguns trechos da BR-364, que liga o Acre a Rondônia. Viana alertou que a situação de crise deve se estender por mais 30 dias.


Nesta quinta-feira, mais 350 mil litros de combustível serão entregues em Rio Branco. A previsão é que, no início da noite de sexta-feira, uma balsa com mais 600 mil litros chegue a Boca do Acre. Ontem, os postos de gasolina de Rio Branco receberam 450 mil litros de combustível, enquanto o normal é 330 mil litros por dia. Atraso provocado pela dificuldade de navegação e por problemas de logística causou desabastecimento nos postos da capital. As pessoas enfrentaram longas filas.


O governador alertou que algumas pessoas estão esvaziando o tanque para abastecer novamente e armazenar combustível, medida que não é necessária, segundo ele. O Procon estadual alerta que armazenar combustível ilegalmente é crime ambiental e expõe a população a riscos.


Outra situação grave é o abastecimento de produtos, pois trechos da BR-364 estão fechados há uma semana. O Estado continua importando bens procedentes do Peru. Na tarde de ontem, chegou em Rio Branco uma carreta com 29 mil quilos de frutas, que foram distribuídas aos supermercados. Na próxima terça-feira, três carretas, com 125 toneladas de verduras, devem chegar ao Estado. A importação é possível devido à resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que autoriza empresas acrianas a fazer o transporte de mercadorias peruanas por 90 dias.


Aeronaves comerciais e da Força Aérea Brasileira (FAB) também estão levando para o Acre alimentos e remédios. Ontem, um voo da FAB desembarcou na capital com 12 toneladas de medicamentos. Na manhã de hoje, chegaram dois voos, um da FAB e um fretado, com 12 toneladas e 21 toneladas, respectivamente, de produtos hortifrutigranjeiros, com destino às cidades de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.


O rio Acre, em Rio Branco, está em vazante e, na manhã de hoje, registrou 12,44 metros, abaixo da cota de alerta de 13,50 metros. As famílias que estavam em abrigos públicos começaram a voltar para casa há uma semana.

Rondônia


A Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) vai atuar, junto com a Secretaria de Saúde de Rondônia, para coibir a epidemia de doenças como o cólera e a leptospirose no Estado. Segundo a secretaria, foram confirmados 45 casos de leptospirose. Também há suspeita de dois casos de cólera em Jacy-Paraná, a 90 quilômetros de Porto Velho.


A leptospirose e o cólera são infecções agudas, causadas por bactérias comumente associadas a chuvas e alagamentos, já que o contágio se dá pelo contato com a água contaminada. Diante do risco do aumento de doenças, a Secretaria de Saúde alerta a população para intensificar os cuidados.


Outro agravante da enchente do rio Madeira é o número de animais mortos que estão descendo o rio desde a Bolívia, o que aumenta a contaminação da água. Poços artesianos em Jacy-Paraná estão contaminados e serão interditados a partir desta quinta-feira. Outra área de risco é o bairro dos Milagres, na capital, de acordo com a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Porto Velho.


Integrantes da Força Nacional do SUS estarão hoje nos municípios de Nova Mamoré e Guajará-Mirim, que permanecem isolados. Os profissionais vão ajudar em atendimentos emergenciais, no diagnóstico da situação e na elaboração de estratégias para melhorar a assistência às vítimas. Desde terça-feira (25), três equipes estão no estado para intensificar as ações de auxílio aos desabrigados.


Para atender às vítimas das enchentes, o Ministério da Saúde enviou a Rondônia, desde o início das chuvas, 6,25 toneladas de medicamentos e insumos divididos em 25 kits, capazes de atender a 37,5 mil pessoas em um mês. O estado também recebeu 750 mil frascos de hipoclorito, utilizado na purificação da água, 1.090 ampolas de soro para serem usadas em acidentes com animais peçonhentos e 193 kits de diagnóstico para leptospirose.

Jornal Midiamax