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Acordo de não espionagem entre Alemanha e EUA não deve sair

O acordo de não espionagem entre Estados Unidos e Alemanha não deve passar da intenção. No lugar dele deverá surgir o que o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, chamou de “diálogo cibernético”, um fórum com representantes dos setores econômico, científico e da sociedade dos dois países. A ideia foi apresentada por Steinmeier na quinta-feira, […]

Arquivo Publicado em 28/02/2014, às 14h26

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O acordo de não espionagem entre Estados Unidos e Alemanha não deve passar da intenção. No lugar dele deverá surgir o que o ministro alemão do Exterior, Frank-Walter Steinmeier, chamou de “diálogo cibernético”, um fórum com representantes dos setores econômico, científico e da sociedade dos dois países.


A ideia foi apresentada por Steinmeier na quinta-feira, em Washington, após um encontro com o secretário de Estado John Kerry. O ministro alemão disse que Estados Unidos e Alemanha têm visões distintas de segurança e liberdade. Diante disso, é difícil chegar a um acordo de não espionagem, prosseguiu.


Na reunião entre os dois ministros, muito se falou sobre cooperação de inteligência e proteção da privacidade, mas sem respostas concretas para as perguntas dos cidadãos alemães sobre a espionagem americana.


Apesar de não apresentar nenhuma resposta, Kerry afirmou que as negociações de quinta-feira foram muito produtivas. “Nossos países são dois velhos e próximos amigos, nós temos a capacidade de falar abertamente um com o outro e encontrar uma maneira de cooperar em questões críticas que significam tanto para nós”, disse Kerry.


No ano passado, o clima ficou tenso entre os dois aliados depois de documentos vazados por Edward Snowden afirmarem que a Agência de Segurança Nacional (NSA) havia coletado dados de cidadãos alemães e monitorado o telefone celular da chanceler federal Angela Merkel.


Denúncias divulgadas nesta semana pelo jornal Bild am Sonntag, de que a NSA teria 297 funcionários na Alemanha, encarregados de vigiar 320 pessoas, a maioria nomes importantes da política e dos negócios, também não foram comentadas.

Jornal Midiamax