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Usuários se revoltam com espera de até 8 horas para serem atendidos em UPA

Usuários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida reclamaram da demora de até oito horas no atendimento médico nesta quinta-feira. Dezenas de pessoas foram obrigadas a esperar desde às 7h da manhã e alguns só começaram a ser atendidos às 15h. A maioria estava com febre alta, dores no corpo, resfriados e dores […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 20h23

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Usuários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Almeida reclamaram da demora de até oito horas no atendimento médico nesta quinta-feira. Dezenas de pessoas foram obrigadas a esperar desde às 7h da manhã e alguns só começaram a ser atendidos às 15h. A maioria estava com febre alta, dores no corpo, resfriados e dores de garganta.


O paciente Ildo Cândido da Silva, de 75 anos, foi um dos primeiros a chegar na manhã desta quinta-feira. Ele não suportou a espera e foi embora antes de ser chamado, por volta das 15h de hoje. Ele desistiu, porque “estava muito fraco, com febre e tosse”, segundo Márcia Viana que também esperava por atendimento.


Jarba Machado, 43 anos, acompanhante de Sandra Souza, 43 anos, dirigiu-se ao gerente da UPA para buscar esclarecimentos quando foi informado de que os atendimentos seriam suspensos. Essa informação gerou revolta e reclamações generalizadas dos pacientes. Eles ligaram para a Secretaria de Saúde e protocolaram as reclamações.


Após o tumulto e avalanche de reclamações à ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde, a assistente social da UPA retornou com a informação de que os médicos estavam atrasados e os celulares não atendiam.


“É sempre assim. A gente fica aqui horas esperando e quando reclamamos eles falam que os médicos estão na emergência. A gente vai lá e não tem emergência nenhuma”, desabafou Jarba. Ele disse que os médicos fazem plantão nos hospitais e quando chegam aos Postos de Saúde vão descansar ou dormir. “Deixam a gente esperando sem nenhuma consideração”, denunciou.


De acordo com os usuários, os atrasos dos médicos são frequentes, principalmente quando eles vão trocar os plantões. Se o plantão termina às 13 horas, o médico interrompe o atendimento às 12 hs e é substituído por outro profissional que se apresenta, somente, depois das14 horas.


O gerente da unidade, Alex Sandro Gomes, só se manifestou por meio da assessoria de imprensa da prefeitura. Houve redução no número de médicos no período da manhã desta quinta-feira. No entanto, não informaram o motivo da queda no número de plantonistas.

Jornal Midiamax