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USP: alunos pedem que PM não seja acionada e podem deixar reitoria hoje

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em greve se reúnem na manhã desta quarta-feira com a administração da reitoria – invadida há mais de um mês – e devem decidir se mantêm a ocupação do prédio. Para deixar o local espontaneamente, os alunos pedem que a Polícia Militar (PM) não seja acionada, uma possibilidade […]

Arquivo Publicado em 06/11/2013, às 15h09

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Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) em greve se reúnem na manhã desta quarta-feira com a administração da reitoria – invadida há mais de um mês – e devem decidir se mantêm a ocupação do prédio. Para deixar o local espontaneamente, os alunos pedem que a Polícia Militar (PM) não seja acionada, uma possibilidade garantida pela Justiça desde que determinou a reintegração de posse à USP. Além dos estudantes em greve, também professores e funcionários vão se reunir com uma comissão designada pela administração da reitoria para definir os rumos da ocupação.


Em assembleia realizada ontem, o curso de Letras indicou posição favorável ao fim da greve e da ocupação da reitoria – decisão compartilhada pelo comando da greve. Os estudantes garantem que mantêm as negociações com a administração, mas uma ação da polícia interromperia o processo de retomada das atividades. “Não admitiremos o uso da força policial no momento em que as negociações em curso entre reitoria e estudantes chegam aos seus termos finais”, afirmou o Diretório Central de Estudantes “Alexandre Vannuccho Leme” (DCE-Livre da USP) em nota divulgada em seu site.


Uma assembleia geral está programada para as 18h desta quarta-feira. O DCE convoca todos os estudantes da USP a buscar uma solução “política, pacifica e vitoriosa” para o movimento. Os alunos devem debater até chegar a um consenso sobre o fim ou a manutenção da ocupação e da greve.

Ocupação na reitoria


A ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo foi feita no dia 1º de outubro como forma de protesto pelo modelo de escolha do reitor da universidade. Um dos pontos mais criticados por alunos e funcionários é a lista tríplice, sistema pelo qual os nomes dos três candidatos mais votados são enviados ao governador do Estado, que decide quem será o reitor. Os alunos também cobram paridade entre eleitores na escolha do reitor. Atualmente, o pleito ocorre por meio de colégios eleitorais – representados majoritariamente por professores titulares.


Eles ainda criticam a presença da Polícia Militar dentro do campus da universidade e exigem que a segurança dos alunos seja feita por uma guarda comunitária.


Após a USP entrar com um pedido de reintegração de posse do prédio, a Justiça determinou a realização de uma audiência de conciliação entre alunos, funcionários, professores e representantes da universidade na semana passada. Como não houve acordo, foi estabelecido em 15 de outubro um prazo de 60 dias para que a reitoria e os manifestantes estabelecessem diálogo. A USP solicitou a antecipação desse prazo, e no dia 4 de novembro o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu pela reintegração de posse imediata da reitoria.

Jornal Midiamax