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UFMS abre oito sindicâncias para investigar denunciados na Operação Sangue Frio

Oito itens serão investigados e alguns servidores podem estar incluídos em todos os processos. A medida é decorrente da Operação Sangue Frio, deflagrada pela Polícia Federal em 19 de março.

Arquivo Publicado em 25/06/2013, às 12h55

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Oito itens serão investigados e alguns servidores podem estar incluídos em todos os processos. A medida é decorrente da Operação Sangue Frio, deflagrada pela Polícia Federal em 19 de março.

A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) abriu oito PADs (Processos Administrativos Disciplinares) para investigar atos ilícitos de servidores. A medida é adotada em continuidade a Operação Sangue Frio, deflagrada pela Polícia Federal, no dia 19 de março de 2013. Os processos foram abertos com base em relatório emitido pela Comissão de Sindicância Investigativa da própria Instituição.

Com o relatório em mãos, desde o último dia 24 de junho, a reitora Célia Maria Oliveira instaurou os processos, uma vez que as comissões já estariam formadas. Segundo nota, os oito processos vão investigar oito itens e um mesmo servidor poderá responder a vários ou todos os processos.

Para tanto, será elaborada uma matriz de responsabilidade na qual será verificada a existência de relações nas condutas dos servidores envolvidos com as ilegalidades. O PAD é um instrumento administrativo que dá o amplo direito de defesa e do contraditório aos acusados.

Apurações

 Conforme a nota oficial, a Polícia Federal disponibilizou cópias digitais dos últimos volumes de alguns processos, o que permitiu as investigações internas.

A CGU encaminhou recomendações para a UFMS tome providências cabíveis, inclusive melhoria dos controles primários e, se for o caso, apuração de responsabilidades, para prevenir novas ocorrências semelhantes. A instituição tem 90 dias para fornecer à controladoria todas as informações das medidas adotadas em função das recomendações constantes do relatório.

As investigações da Polícia Federal continuam com acompanhamento da Corregedoria do MEC. Segundo a nota, outros procedimentos administrativos poderão ser instaurados pela Reitora, caso haja necessidade. O relatório elaborado pela Comissão de Sindicância Investigativa será enviado para a PF e a CGU, a fim de contribuir com as investigações.

Comissões

Conforme informou a UFMS em nota, a presidente da Comissão, Zenilda Cintra, instituiu uma medida de segurança, indicando servidores de outros órgãos federais para integrar os PADs a serem instaurados. Para ela, a medida garante que os processos ocorram “sem riscos de acusações de possíveis tendências e para que todas as pessoas envolvidas – acusados e testemunhas – sejam preservadas”. (Com informações da assessoria)


Operação Sangue Frio

A PF deflagrou no último dia 19 de março a Operação Sangue Frio, no Hospital do Câncer e Hospital Universitário. A batida apreendeu documentos no HU, HC, residências de envolvidos, clínicas particulares e contador. Os crimes investigados são: fraude em licitação, superfaturamento, corrupção passiva, peculato e formação de quadrilha.

No Hospital Universitário quatro pessoas foram afastadas de imediato, entre elas o ex- diretor José Carlos Dorsa que acabou exonerado ‘a pedido’. Inicialmente a investigação no hospital foi por superfaturamento de obras. Entretanto o delegado da Polícia Federal, Edgar Marcon, disse que ‘há provas suficientes para condenação de todos os envolvidos’.

Já o Hospital do Câncer, segundo a PF, estaria sendo usado como fachada para desvios de recursos públicos do SUS. Os pacientes entravam pelo HC, mas todo o tratamento era pago para a Neorad. Os tratamentos eram pagos à Neorad (empresa da família Siufi) com valor 70% a mais da tabela SUS.

Toda a diretoria foi removida do HC. Durante a Operação o médico Adalberto Siufi chegou a ser preso em flagrante por porte ilegal de armas. Contudo, pagou R$ 30,5 mil e de fiança e foi liberado.

As investigações estão em andamento na Polícia Federal, CGU, MPF (Ministério Público Federal) e MPE (Ministério Público Estadual) e correm sob segredo de Justiça. Até agora não houve nenhuma condenação.

Jornal Midiamax