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Trabalhadores de usina prometem bloquear BR 060 novamente na terça se não tiverem salários pagos

Os trabalhadores da Usina CBAA, antiga Santa Olinda, em Sidrolândia, prometeram bloquear novamente a BR 060 nos dois sentidos por tempo indeterminado na próxima terça-feira (2) se não tiverem os salários pagos, em atraso há quase cinco meses. Ontem (25) cerca de 200 trabalhadores bloquearam as pistas por quatro horas. Segundo o vereador em Sidrolândia […]

Arquivo Publicado em 26/06/2013, às 13h57

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Os trabalhadores da Usina CBAA, antiga Santa Olinda, em Sidrolândia, prometeram bloquear novamente a BR 060 nos dois sentidos por tempo indeterminado na próxima terça-feira (2) se não tiverem os salários pagos, em atraso há quase cinco meses. Ontem (25) cerca de 200 trabalhadores bloquearam as pistas por quatro horas.

Segundo o vereador em Sidrolândia Sérgio Bolzan, 52 anos, ainda há 30 trabalhadores que não foram demitidos e estão nos alojamentos da usina sem água, alimentação, energia elétrica ou trabalho. Mais de 230 já foram demitidos e ainda não tiveram seus acertos pagos.

“Eles querem que o Governo do Estado dê uma solução. Querem que seja decretada a falência e que vá a leilão para que outro grupo assuma e pague as dívidas”, explicou o vereador. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, a usina deve mais de R$ 3 milhões para os trabalhadores.

Em parceria com o MPT, o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Açúcar e Álcool da região de Rio Brilhante (STIAA) entrou na Justiça com os funcionários com uma ação civil pública contra a empresa para a saída conjunta de mais de 300 pessoas, além de danos morais e coletivos.

O presidente do STIIAA, Oviedo Santos, informou durante protesto em Campo Grande no último mês, que atualmente a empresa, que pertence a José Pessoa, está falida com uma dívida que supera R$ 1 bilhão e que em seu auge faturava cerca de R$ 24 milhões por mês.

O MPT afirma que a empresa é conhecida por dar o calote em funcionários. “Desde 1990, o MPT autua a CBAA por problemas, são multas atrás de multas não pagas, ações não cumpridas, realmente problemática”, concluiu o procurador do Trabalho, Paulo Douglas Almeida de Moraes.

Jornal Midiamax