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Tombamento do Casario do Porto Geral de Corumbá completa 20 anos

Em 2013, o tombamento do Casario do Porto Geral de Corumbá como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) completa vinte anos. Desde 1993, várias ações para preservação e educação patrimonial vêm colaborando para que não apenas os prédios do conjunto arquitetônico tombado, mas de outras regiões da cidade, tenham […]

Arquivo Publicado em 27/03/2013, às 19h16

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Em 2013, o tombamento do Casario do Porto Geral de Corumbá como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) completa vinte anos. Desde 1993, várias ações para preservação e educação patrimonial vêm colaborando para que não apenas os prédios do conjunto arquitetônico tombado, mas de outras regiões da cidade, tenham seu valor reconhecido.



Em entrevista, o superintendente do IPHAN em Mato Grosso do Sul, André Luiz Rachid, detalhou o caminho percorrido nessas duas décadas, mostrando a evolução da gerência desse patrimônio único no país.



“Em 93, o tombamento foi o reconhecimento da importância dessa cultura, de parte da História do Brasil marcada, registrada e contada através da arquitetura da região do Casario do Porto de Corumbá. E o mais peculiar é que toda essa história, esse marco está em pleno Pantanal sul-mato-grossense, que é um patrimônio da Humanidade reconhecido pela Unesco. Isso é algo que só existe em Corumbá: respirar parte do processo de desenvolvimento econômico do seu país, na época das navegações internas, isso em pleno Pantanal”, disse ao falar do marco das características que referendaram o tombamento do complexo arquitetônico dessa região corumbaense.



Ter uma área protegida em nível federal ajudou a mudar o pensamento da população que entendeu que existiam outros imóveis tão interessantes estética, histórica e culturalmente espalhados em pontos da cidade.



“O tombamento evidenciou que antes aquela área que estava em decadência, com muitos proprietários considerando seus imóveis como desvalorizados, teve uma valorização. Agregou-se valor não apenas econômico, imobiliário a essa região. Isso é visível na expansão desse pensamento para áreas mais acima, na parte alta da cidade, na região atual do comércio”, comentou Rachid ao lembrar de momentos marcantes no processo de preservação. Primeiramente o Programa Monumenta.



“Tivemos, então, o programa Monumenta, que merece especial destaque nesse histórico, que iniciou lá em 2001 atacando, primeiramente, os espaços e imóveis públicos e depois abrindo para o financiamento de imóveis privados e que culminou em idos de 2008. Foi o primeiro programa sistematizado para a injeção de recursos públicos federais no município de Corumbá, e que deu a primeira nova roupagem para a área tombada”, recordou ao aproveitar para explicar a atuação com o PAC das Cidades Históricas que, na visão do superintendente, marca uma nova fase dentro desse processo.



“Agora, estamos vivendo um novo momento, melhor ainda, que é o PAC das Cidades Históricas, Programa de Aceleração do Crescimento específico para as cidades que possuem tombamento em nível federal. Então, só foi possível Corumbá estar dentro desse programa, hoje, graças ao tombamento do Casario do Porto em 1993”, disse ao destacar a importância do registro nos livros de tombo na década de 90.



André Luiz destaca que a ação de maior expressão dentro dessa fase são as obras para embutimento de fiação elétrica na área tombada, dando maior destaque assim aos prédios com influência de diversos estilos arquitetônicos.



“Ela vai entregar para a comunidade uma área totalmente requalificada, reurbanizada, com todo esse embutimento de cabos telefônicos e outros que se utilizam da via aérea, destacando ainda mais a beleza do Casario do Porto. Implantaremos também uma iluminação cênica que vai dar um chamariz especial para esses prédios, um monitoramento de circuito fechado de TV de alta precisão que vai promover mais segurança para a comunidade durante os eventos e festividades, que são a marca registrada também do município de Corumbá”, comentou ao lembrar que Corumbá está pleiteando junto ao IPHAN o registro do Banho de São João como patrimônio imaterial brasileiro.


Jornal Midiamax