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Sem salário, jogador não garante se volta ao Naviraiense

Apesar da boa temporada apresentada dentro de campo, os jogadores do Naviraiense não têm muito que comemorar. Eliminado na Copa do Brasil semana passada após decisão judicial, o clube amarga sérios problemas financeiros e chega ao segundo mês sem conseguir pagar o salário dos jogadores. O clima ficou ainda mais quente nesta quinta-feira, quando uma […]

Arquivo Publicado em 28/06/2013, às 14h30

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Apesar da boa temporada apresentada dentro de campo, os jogadores do Naviraiense não têm muito que comemorar. Eliminado na Copa do Brasil semana passada após decisão judicial, o clube amarga sérios problemas financeiros e chega ao segundo mês sem conseguir pagar o salário dos jogadores.

O clima ficou ainda mais quente nesta quinta-feira, quando uma reunião entre jogadores e dirigentes virou caso de polícia. Descontentes com os atrasos nos vencimentos, os atletas pressionaram o presidente Diomedes Cerri, que segundo eles, tentou causar intimidação mostrando que estava armado.

“Este foi o segundo ano que joguei pelo Naviraiense e até então só tive alegrias no clube. Nunca encontrei motivos para reclamar, porém, as últimas semanas têm sido difíceis, primeiro uma eliminação injusta na Copa do Brasil, depois os salários atrasados”, disse o volante Carlos Iwata.

O presidente do Jacaré afirma que jamais utilizou arma e que foram os jogadores que se exaltaram. “Fui tentar dialogar, fazer um acordo. Não quiseram e partiram para ignorância”, disse. Informações apuradas pela reportagem mostram que a equipe ainda deve dois meses e meio de pagamento, além de multas rescisórias e outros direitos trabalhistas.

O dinheiro que seria utilizado para honrar com todos os compromissos viria de um bônus pago pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a todos os times que chegaram a terceira fase da Copa do Brasil, assim como o Naviraiense fez ao derrotar o Paysandu; a verba seria de R$ 400 mil. Entretanto, o Tribunal de Justiça Desportiva acabou com os planos depois de punir o clube com a eliminação por utilizar jogadores irregulares.

“O clima não é bom e torço para que as coisas se resolvam da melhor forma. Sinceramente, depois de tudo que aconteceu, não sei se voltaria a defender as cores do Naviraiense se fosse novamente chamado. Talvez se as coisas mudassem sim, pois é um dos grandes do Mato Grosso do Sul, mas do jeito que está, acho difícil. É desanimador”, disse Iwata, capitão do vice-campeonato estadual no ano passado, e peça importante do elenco nesta temporada.

Uma reunião acontece nesta sexta-feira na Câmara Municipal de Naviraí, entre dirigentes, empresários, autoridades e atletas. Eles vão tentar entrar em um acordo sobre a questão salarial. Antes, alguns jogadores devem ir à Delegacia de Polícia Civil local para representar uma ocorrência com o presidente.

Jornal Midiamax