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Sem negociação, trabalhadores da UFN3 continuam de braços cruzados

Os trabalhadores do canteiro de obras do Consórcio da UFN3, onde está sendo construída a unidade de fertilizantes nitrogenados da Petrobras ainda não conseguiram avançar na negociação com a direção da empresa e permanecem de braços cruzados. Completando uma semana de paralisação, os trabalhadores se concentraram novamente na manhã dessa quinta-feira (27), na entrada do […]

Arquivo Publicado em 27/06/2013, às 20h10

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Os trabalhadores do canteiro de obras do Consórcio da UFN3, onde está sendo construída a unidade de fertilizantes nitrogenados da Petrobras ainda não conseguiram avançar na negociação com a direção da empresa e permanecem de braços cruzados.


Completando uma semana de paralisação, os trabalhadores se concentraram novamente na manhã dessa quinta-feira (27), na entrada do canteiro de obras da fábrica e sem avanço nas negociações decidiram permanecer com a greve.


DIÁLOGOS


Mesmo com o tempo chuvoso, os trabalhadores permaneceram no local manifestando suas reivindicações, como reajuste salarial e aumento no vale alimentação.


Uma comissão formada pelos operários chegou a conversar com um dos funcionários que estava no local, mas foram inflexíveis quando questionados sobre a volta das funções.


POSICIONAMENTO DA UFN3


A reportagem entrou em contato com o assessor jurídico da UFN3, Marcos Cruz e obteve com exclusividade a posição da empresa. Segundo Cruz, no tocante as questões sociais reivindicadas pelos trabalhadores, o Consórcio já providenciou a instalação de uma torre telefônica de 50 metros de altura para atender os colaboradores que estão hospedados no comodato, localizado na frente do canteiro de obras da empresa atendendo todas as operadoras. Na torre já foram instalados sinais das operadoras de telefonia celular, para que os colaboradores possam manter contato com seus amigos e familiares, disse.


Cruz ainda reiterou que em todos os quartos do alojamento Comodato serão instalados condicionadores de ar no sentido de atender uma das reivindicações feitas pelos trabalhadores, no entanto, como estão em uma área rural, é preciso fazer uma rede de energia para atender a demanda elétrica.


Para a execução dessa benfeitoria a empresa depende de um projeto feito pela Elektro, que tem a concessão de distribuição de energia na região, e isso demanda tempo, que segundo a empresa é de no mínimo quatro meses.


“Como estamos no inverno, isso não será empecilho e nem atrapalhará o avanço das negociações”, afirma Cruz.

Jornal Midiamax