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Sem conseguir marcar exame, grávida está há dois meses esperando para começar pré-natal

Udimila Faria está grávida e há dois meses tenta marcar os exames que o médico passou para iniciar o pré-natal, acompanhamento considerado essencial para garantir uma gestação saudável e um parto seguro e também para esclarecer as dúvidas das futuras mães. Mas, sem sucesso, ela aguarda na fila assim como outros usuários do SUS (Sistema […]

Arquivo Publicado em 04/11/2013, às 13h04

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Udimila Faria está grávida e há dois meses tenta marcar os exames que o médico passou para iniciar o pré-natal, acompanhamento considerado essencial para garantir uma gestação saudável e um parto seguro e também para esclarecer as dúvidas das futuras mães.

Mas, sem sucesso, ela aguarda na fila assim como outros usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) da UBS da Vila Nasser para ser atendida. “Antigamente tinha fila para gestante e idoso e hoje nem isso”, reclama.

Ela conta que além da dificuldade em marcar os exames, a falta de remédios é outro problema que os pacientes têm enfrentado. “Já tive que comprar remédio várias vezes porque não tinha. E exames de urina e de sangue também já foram desmarcado por falta de material”, revela.

Posto não agrada

Na mesma situação, Michela Cássia, 34 anos, técnica de enfermagem, conta que há duas semanas tenta marcar os exames da filha de 13 anos que foram pedidos com urgência pelo médico. “Ela precisa fazer seis exames e há mais de duas semanas venho, praticamente, todos os dias tentar marcar e todas as vezes não consigo. Hoje, me informaram que havia vaga apenas para o hemograma, mas se eu optasse em fazer o exame perderia o pedido dos outros. Ai eu fui embora”, reverbera indignada.

Ela conta que na unidade de saúde alegaram que o Laboratório Central está com problemas, e por isso eles não estão liberando os exames. “Nunca vi isso de não conseguir marcar exame. Disseram que só semana que vem, talvez, vai regularizar e ai, talvez, eu consiga marcar”, diz.

A filha da técnica de enfermagem precisa fazer hemograma completo, glicemia, ácido úrico, colesterol e frações, ureia e triglicerídeos para verificar alterações que está tendo com a glicemia.

A dona de casa Suzana Lopes, 31 anos, também está com pedido de urgência e não consegue marcar o exame de glicemia há mais de duas semanas. “Desde o dia 19 estou com o pedido em mãos e não consigo marcar. Se for depender do posto morre, porque ninguém te atende. O atendimento é ruim, as pessoas estão sempre mal humoradas. O posto esta horrível, sempre lotado, não tem clínico geral há mais de um mês, e a farmácia está sem remédio e sem previsão de chegada. O paciente tem que comprar”, critica.

A aposentada Odilza Canhete, 68 anos, é outra que está sofrendo. Ela revela que desde 15 de outubro tenta marcar exame de hepatite para a neta e não consegue. Ela conta ainda que o filho precisou de remédio e teve de comprar porque não tinha na farmácia. “Quem está no poder não quer melhorar a saúde”, aponta.

Pré-natal

Com os exames médicos realizados durante o pré-natal é possível identificar e reduzir muitos problemas de saúde que costumam atingir a mãe e seu bebê. Doenças, infecções ou disfunções podem ser detectadas precocemente e tratadas de forma rápida.

Programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde, oferece a realização de consultas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) – com realização dos exames e acesso aos resultados em tempo oportuno – e auxílio deslocamento para as consultas de pré-natal e para o local em que será realizado o parto. Os medicamentos básicos, como sulfato ferroso e o ácido fólico, são oferecidos pelo SUS.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), mas a assessoria explicou que os diretores estavam em reunião e não poderiam responder o neste momento.

A assessoria ainda disse que assim que a sessão finalizar entra em contato para responder o que está acontecendo.

Jornal Midiamax