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Santo Amaro já recebeu 35 mil visitantes, mas ambulantes reclamam das vendas

Continua intenso o movimento nos cemitérios de Campo Grande e o maior desafio para quem pretende visitar túmulos é encontrar onde estacionar no espaço disputado com ambulantes e multidão a pé.

Arquivo Publicado em 02/11/2013, às 13h14

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Continua intenso o movimento nos cemitérios de Campo Grande e o maior desafio para quem pretende visitar túmulos é encontrar onde estacionar no espaço disputado com ambulantes e multidão a pé.

Mesmo com grande movimento de pessoas no cemitério Santo Amaro, por conta do feriado de Finados, 2 de novembro, muitos ambulantes reclamam da diminuição de clientes para a data. De acordo com a Agetran (Agencia Municipal de Transporte e Transito) desde as 6h30 da manhã o fluxo de visitantes no cemitério é grande e uma multidão visita os túmulos de parentes, amigos e conhecidos.


Até o momento 35 mil pessoas passaram pelo local, de acordo com o supervisor da administração do cemitério, Tassini Brites Catharinelli. A previsão para o dia todo é de uma movimentação de 60 mil pessoas.


De acordo com Reinaldo Palamine, 63 anos, que alugou um terreno para utilizar como estacionamento próximo ao cemitério, ao longo dos anos o movimento de pessoas vem diminuindo regularmente. “A cada ano esta mais devagar porque o povo está virando evangélico”, explica o senhor que trabalha há 18 anos no local. Esse ano ele espera um lucro de R$ 700 a R$ 800. A cada carro estacionado ele pede uma colaboração de R$ 3,00.


Outro que concorda com a diminuição do número de frequentadores é o vendedor de velas Nelson Lopes Sobrinho. O homem que há 15 anos trabalha no cemitério vendendo velas diz que o publico vem diminuindo, mas que esse ano que o publico está razoável. “Está mais fraco que o ano passado, só que ainda tem á tarde e quem sabe não melhora o movimento”, afirma. Ele espera R$ 200 de lucro. “Se trabalhar bem”.


Uma que não reclama da movimentação é a artesã, Jilvone Santos Bezerra, que está no local vendendo coroas de flores e arranjos feitos à mão com a filha. Ela afirma que trabalha há cinco anos no local e que sempre vendeu bem. “Acho que tiro uns R$1,500 hoje, se continuar vendendo nesse ritmo”, conta a mulher.


Jilvone disse que começou a se preparar para o feriado de Finados a cerca de dois meses atrás, mas garante que todo o esforço vai valer a pena “É bom para complementar à renda”, fala.


A Agetran interditou a Avenida Presidente Vargas na área da frente do cemitério para evitar transtornos para os visitantes. Quem quiser ir aos túmulos terá que estacionar e ir andando. A previsão para a liberação da via é as 18h30, quando o movimento começa a diminuir.

Jornal Midiamax