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Rodada de negociação entre governo colombiano e Farc é estendida até segunda-feira

Os negociadores do governo colombiano e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) decidiram estender as conversações da 16ª rodada de negociação até a próxima segunda-feira (4). Inicialmente, a mesa negociadora reunida em Havana, Cuba, terminaria nesta quinta-feira (31) o ciclo de diálogos. “As delegações do governo e das Farc informam que, com o objetivo […]

Arquivo Publicado em 31/10/2013, às 20h30

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Os negociadores do governo colombiano e das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) decidiram estender as conversações da 16ª rodada de negociação até a próxima segunda-feira (4). Inicialmente, a mesa negociadora reunida em Havana, Cuba, terminaria nesta quinta-feira (31) o ciclo de diálogos.


“As delegações do governo e das Farc informam que, com o objetivo de avançar na discussão e construção de acordos em torno do segundo ponto da agenda, concordamos em prolongar este ciclo de hoje até a próxima segunda”, diz o comunicado, lido em conjunto por representantes de ambos os lados da negociação.


De acordo com os negociadores, a meta é avançar na “construção de um acordo” para o segundo tema da agenda prevista, a participação política de ex-guerrilheiros das Farc, após concluído o processo pelo fim do conflito.


O assunto vem sendo discutido desde junho pelo governo e pela guerrilha. Neste mês de novembro os diálogos de paz completarão um ano. Nos seis primeiros meses da negociação, os representantes das Farc e do governo de Juan Manuel Santos conseguiram chegar a um acordo parcial sobre o desenvolvimento agrário.


O presidente Santos pediu que a negociação avançasse com maior rapidez, antes que fosse iniciada esta rodada de conversações. O governo espera avançar nos diálogos, em um momento importante da vida política do país, a menos oito meses das eleições presidenciais de 2014.


Além do tema agrário e da participação política, a mesa negociadora deve discutir mais quatro itens antes de finalizar o processo: a reparação das vítimas; o desarmamento e a desmobilização dos guerrilheiros após o término do conflito; soluções para o problema das drogas no país e garantias para o cumprimento dos acordos firmados.


As Farc, no entanto, se declararam contrárias a “acelerar” o processo devido às eleições e mantém a postura de que é preciso “negociar sem pressa”.

Jornal Midiamax