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Reitora da UFMS chega para acareação e Câmara está lotada para acompanhar desfecho

O plenarinho da Câmara de vereadores de Campo Grande, onde está sendo realizada nesta tarde de quinta-feira (4) a acareação entre a reitora Célia Maria Oliveira, o ex-diretor do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa e a física nuclear do HU, Regina Borges Prestes César, está lotado. Muitos alunos funcionários e gente do lado de fora […]

Arquivo Publicado em 04/07/2013, às 18h54

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O plenarinho da Câmara de vereadores de Campo Grande, onde está sendo realizada nesta tarde de quinta-feira (4) a acareação entre a reitora Célia Maria Oliveira, o ex-diretor do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa e a física nuclear do HU, Regina Borges Prestes César, está lotado. Muitos alunos funcionários e gente do lado de fora aguarda o desfecho para saber de quem é a responsabilidade pelo fechamento da radioterapia do HU.

A única a falar com a imprensa antes do inicio dos trabalhos foi a reitora. Célia negou conhecer sobre o desvio de recursos do SUS e disse que cuida apenas de recursos do MEC (Ministério da Educação).

“Quem cuida do dinheiro do SUS é a CIB (Comissão Intergestores Bipartite). Apenas recebo o relatório anula para encaminhar ao TCU (Tribunal de Contas da União) e eles nunca falarma nada sobre irregularidades. Nossa interferência no HU é apenas em relação a parte científica, com a preparação de alunos e professores. Sobre gestão de recursos não tenho conhecimento”, declarou.

Célia disse que o contrato como Dorsa continua porque ele é professor e porque não há nada provado na Justiça contra ele. “Se tem irregularidades, exoneramos. Como foi um caso onde descobrimos que um professor ameaçou o outro de morte no campus e outro que foi pego em uma auditoria interna fraudando a instituição”, disse sem dar mais detalhes sobre os professores.

A reitora repetiu o discurso de que quando chegou em 2009, fez tudo para consertar o equipamento do HU. Ela conta que mandou para o exterior, importou peças, mas a CIB fez uma reunião com o MPF (Ministério Público Federal) e decidiu que o Hospital Regional cuidasse dos pacientes enquanto o aparelho não era consertado.

Ela disse que na época da campanha ‘Aceita HU’, emitiu uma nota na pagina da UFMS dizendo que foi ao MEC explicar que não tinha médicos radioterapeutas para tocar o serviço.

Questionado sobre a denúncia de esvaziamento do setor por perseguição, Célia disse que não sabia e que tem como provar que só recebeu um ofício da física, protocolado. O Midiamax questionou novamente se não era justamente esse o ofício que denunciava a situação, mas ela saiu sem falar uma palavra.

Sobre as vagas para médicos, ela justificou que apenas agora surgiu um sistema de técnica equivalente, quando um setor humano fica vago por aposentadoria ou demissão eles tem autorização para convocar fazer concurso para ocupar a vaga, e isso não era automático antes e por isso não repôs os radioterapeutas.

Muitas pessoas acompanham a acareação e o plenarinho esta lotado.

Jornal Midiamax