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Raul Freixes não passa nem uma noite na cadeia e tem prisão domiciliar aprovada

A assessoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) confirmou que o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Aquidauana, Raul Freixes, na madrugada dessa sexta-feira (6) teve aprovada a decisão de prisão domiciliar, assinada pelo desembargador Oswaldo Rodrigues de Melo. Após receber alta do hospital Nosso Lar, na quinta-feira de manhã, Raul Freixes n...

Arquivo Publicado em 06/12/2013, às 12h44

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A assessoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) confirmou que o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Aquidauana, Raul Freixes, na madrugada dessa sexta-feira (6) teve aprovada a decisão de prisão domiciliar, assinada pelo desembargador Oswaldo Rodrigues de Melo.

Após receber alta do hospital Nosso Lar, na quinta-feira de manhã, Raul Freixes não passou sequer uma noite no Estabelecimento Penal de Regime Aberto, Casa do Albergado, na cidade. Quando teve alta, o ex-prefeito foi ‘entregue’ ao advogado, Douglas de Oliveira Santos, que teria se comprometido a apresentar o cliente às autoridades.

Procurado pela reportagem, Douglas de Oliveira afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto e não confirmou a decisão de prisão domiciliar. De acordo com a Agepen, essa decisão saiu a 1h da madrugada.

Caso

Raul Freixes foi preso em 25 de agosto por desvio de dinheiro público e ainda tem pena a cumprir. Ele foi condenado por desviar dinheiro público enquanto ocupava o cargo de prefeito em Aquidauana, a 143 quilômetros de Campo Grande.

A condenação é de quatro anos e oito meses de prisão, além da inabilitação por cinco anos para o exercício de cargo ou função pública. A ficha de Freixes conta com outras condenações judiciais. Em 2008, o ex-prefeito foi condenado por simular pagamento a uma empreiteira no valor de R$ 100 mil, poucos dias antes de deixar o cargo na prefeitura.

Logo depois da prisão, Freixes disse que estava sofrendo ameaças de outros detentos, porque apresentou durante algum tempo o programa policial ‘O Povo na TV’, no SBT-MS, e mostrava matérias policiais com apelo sensacionalista, emitindo opinião sobre os autores de delitos dos quais as notícias tratavam.

Ele teve crises nervosas, foi levado para a UPA do Vila Almeida e, de lá, conseguiu na Justiça a transferência para uma clínica psiquiátrica, onde estava até esta última quinta-feira.

Jornal Midiamax