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Produtores defendem redução de campanhas de vacinação contra febre aftosa

Produtores rurais de Campo Grande decidiram ampliar as iniciativas visando a sensibilizar as autoridades sanitárias do Estado quanto à possibilidade de ser desenvolvida apenas uma das duas campanhas de vacinação contra a febre aftosa que hoje são realizadas no Estado. Durante encontro no Sindicato Rural foi criada comissão que ficará encarregada de promover estudos técnicos […]

Arquivo Publicado em 20/12/2013, às 13h17

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Produtores rurais de Campo Grande decidiram ampliar as iniciativas visando a sensibilizar as autoridades sanitárias do Estado quanto à possibilidade de ser desenvolvida apenas uma das duas campanhas de vacinação contra a febre aftosa que hoje são realizadas no Estado. Durante encontro no Sindicato Rural foi criada comissão que ficará encarregada de promover estudos técnicos nesse sentido.


Os produtores rurais reuniram-se com membros da Sociedade de Medicina Veterinária e do Sindicato dos Médicos Veterinários de Mato Grosso do Sul. De acordo com Oscar Stuhrk, presidente do Sindicato Rural, o Estado já erradicou a febre aftosa e mesmo assim continua a obrigatoriedade de duas vacinações por ano.


“Infelizmente, por conta dessa obrigatoriedade os produtores viraram reféns dos laboratórios que produzem a vacina, pois estes promovem aumentos de preços absurdos e injustificáveis que em alguns casos chegam a comprometer a capacidade financeira do criador de imunizar o seu rebanho”, disse o presidente ao sugerir, para o caso de as duas campanhas serem mantidas, a desoneração fiscal das vacinas.


Os produtores e os médicos veterinários lembraram que a última ocorrência da doença em Mato Grosso do Sul foi em 2008, quando a região de fronteira passou a ser classificada como zona de alta vigilância sanitária. “O próprio Paraguai, que no passado teve focos da doença, hoje é grande exportador de carne para a Europa e declarado zona livre de febre aftosa”, argumentou Oscar Stuhrk.


Além disso, conforme lembrou, novembro é mês de chuva, quando o manejo do gado é bastante complicado. “Temos ainda o fato de que muita vaca está parindo, e o que é pior: o fornecimento de energia elétrica sofre interrupção constante, o que chega até a provocar perda de vacinas por conta da necessidade de mantê-las em baixa temperatura”, explicou.


Para dar encaminhamento ao assunto, foi montada comissão que ficará encarregada de promover estudos a respeito da proposta, que posteriormente será discutida com a Iagro e Ministério da Agricultura. “Queremos levantar elementos para subsidiar não apenas o nosso sindicato, mas também as autoridades da área sanitária”, explicou Wilson Igi, diretor do SRCG.


No pré-estudo de que já dispõe, a sugestão dos técnicos do SRCG é de que a vacina seja aplicada apenas em maio, conforme ocorre hoje no Pantanal. No entanto, quando o produtor vender o gado magro (bezerro de 1 a 2 anos) ou movimentá-lo para participar de exposições ou feiras agropecuárias, será obrigado a aplicar dose de reforço da vacina. Dessa forma, haverá a segurança de que de fato o gado deixará a propriedade imunizado.

Jornal Midiamax