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Processo de industrialização cresce em Corumbá e aumento supera 60%

Encravada no meio do Pantanal sul-mato-grossense, Corumbá vem contrariando opiniões e estabelecendo um processo de crescimento industrial. Somente entre 2004 e 2010, o número de estabelecimentos industriais na cidade cresceu mais de 60% no período. Os números mostram que mesmo sendo dona de um imenso patrimônio ambiental é possível a industrialização do município. Nesses seis […]

Arquivo Publicado em 26/03/2013, às 13h50

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Encravada no meio do Pantanal sul-mato-grossense, Corumbá vem contrariando opiniões e estabelecendo um processo de crescimento industrial. Somente entre 2004 e 2010, o número de estabelecimentos industriais na cidade cresceu mais de 60% no período. Os números mostram que mesmo sendo dona de um imenso patrimônio ambiental é possível a industrialização do município.

Nesses seis anos, o total de indústrias em solo corumbaense alcançou três dígitos. Passando de modestos 85 estabelecimentos em 2004 para 141 em 2010, o que representa um crescimento significativo de 65,88%, aponta a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, em seus dados disponíveis mais recentes a que teve acesso. O documento é um registro que agrega informações sobre o mercado de trabalho formal brasileiro.

O reflexo desse crescente de industrialização aparece no Produto Interno Bruto (PIB) do município, que teve um forte avanço na última década e superou a marca dos R$ 2,846 bilhões. A somatória de todos os bens e serviços produzidos no ano trouxe para a maior cidade pantaneira do Estado taxas de crescimento classificadas como “chinesas”, por alguns economistas, chegando a bater variação positiva na faixa de 10,59%.

Salto na criação de empregos

O ritmo relativamente acelerado de crescimento trouxe números para a economia interna. Em uma década – entre 2000 e 2010 – foram criados quase 40 mil postos de trabalho. Foram 37.817 empregos com carteira assinada criados nesse período, aponta o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Somente as indústrias de transformação e de extrativismo mineral abriram 3.770 vagas formais. A explicação para esse impulso pode estar no destaque que o setor de bens primários (commodities) ganhou no cenário internacional. Corumbá tem característica muito forte para fornecimento de minério de ferro e manganês.

Pouco expressiva na região, a indústria da construção civil também teve um ‘boom’ ao longo da última década na cidade. Tradicionalmente, o segmento ultrapassava a casa das 300 vagas anuais. Impulsionado pelas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), somente em 2010, esse ramo da economia corumbaense, abriu 1.350 postos com carteira assinada. Ao longo dos dez anos pesquisados foram 3.879 contratações.

Federação busca garantir estabilidade à instalação de indústrias

Para dar suporte a esse processo de industrialização e garantir sustentabilidade a esse crescimento, a Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (Fiems) vem desenvolvendo uma série de ações. Nos últimos seis anos, foram investidos aproximadamente R$ 13 milhões, na ampliação e reforma das unidades do Sesi-Senai na cidade. Os investimentos tem o objetivo de preparar a mão de obra qualificada na região para atender a crescente demanda industrial.

“Mantemos contato permanente com a direção da Vale, Votorantim Cimentos e MMX para garantir a representatividade da nossa interlocução em prol do avanço industrial, gerando mais empregos, melhores salários e condições mais favoráveis de trabalho. Também temos com o poder público municipal um diálogo constante no processo de construção de um cenário de progresso e de suporte para a transformação de Corumbá em um grande centro industrial na exploração sustentável de todas as potencialidades do município”, explicou a o presidente da Fiems, Sérgio Longen.

Para qualificar a mão de obra, o Senai teve reformados e modernizados os 10 laboratórios didáticos, 25 salas de aula, biblioteca, duas oficinas de solda e mecânica. A unidade do Sesi, explicou o presidente da Federação das Indústrias, teve a total climatização das 19 salas de aula, construção de cinco consultórios médicos, um consultório odontológico, uma sala para a imunização dos pacientes, um auditório multiuso, laboratórios didáticos de informática e de química.

Até a urbanização do entorno onde ficam as unidades foi planejada. Uma área antes tomada pelo mato e que servia de abrigo para desocupados tornou-se um local de lazer para os moradores da região do bairro Maria Leite. Uma praça foi construída dentro de um moderno projeto de revitalização numa área de 32 mil metros quadrados doada pela Fibria. A Federação investiu R$ 2,5 milhões no chamado Espaço Sesi Pantanal.

“Vamos lançar em breve mais uma ampliação do Cetec-Senai Corumbá, com a construção de uma oficina de construção civil, uma oficina de mecânica diesel e mais 10 salas de aula, totalizando um investimento de R$ 3,4 milhões”, antecipou Longen.

Jornal Midiamax