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Portos paranaenses investem em estrutura para receber fertilizantes

O terminal portuário da Ponta do Felix, em Antonina, no Paraná, está ativando um segundo guindaste para desembarque de fertilizantes, que deve dobrar a capacidade de movimentação no terminal, segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (Appa). De acordo com o diretor comercial do terminal, Cícero Simeão, […]

Arquivo Publicado em 18/07/2013, às 18h36

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O terminal portuário da Ponta do Felix, em Antonina, no Paraná, está ativando um segundo guindaste para desembarque de fertilizantes, que deve dobrar a capacidade de movimentação no terminal, segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação da Administração dos Portos de Antonina e Paranaguá (Appa).


De acordo com o diretor comercial do terminal, Cícero Simeão, o terminal acabou de fechar um contrato com uma empresa, que é dona da maior jazida de cloreto de potássio do mundo, que fica na Bielorrússia. O cloreto de potássio é um dos principais componentes usados na formulação de fertilizantes. O contrato prevê a importação de 10 milhões de toneladas do produto ao longo de 10 anos.


“O novo guindaste vai permitir que o desembarque de fertilizantes por meio do porto de Antonina fique até três vezes mais rápido. Com este novo equipamento, passamos a ter uma capacidade de descarga de até 20 mil toneladas do produto por dia”, afirma Simeão, em nota.


A Appa afirma que o contrato, juntamente com uma série de melhorias operacionais, devem consolidar ainda mais os portos paranaenses como principais importadores de fertilizantes no país e uma importante porta de distribuição do produto. O Brasil importa mais de 70% dos adubos que consome. Somente em potássio, as compras internacionais chegam a 90% da demanda interna.


Em Paranaguá, a Fospar – terminal especializado no recebimento de fertilizantes – acaba de adquirir um novo guindaste que vai agilizar ainda mais as operações. O novo guindaste vai começar a operar em abril de 2014. O equipamento trará ganhos operacionais como maior capacidade de carga, segurança na operação e menor tempo de manutenção.


De acordo com o secretário de infraestrutura e logística, José Richa Filho, as melhorias operacionais que estão sendo implantadas vão reforçar a posição do Paraná como maior importador de fertilizantes do Brasil.


No primeiro semestre deste ano, o Brasil importou 10 milhões de toneladas de fertilizantes, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic). Os números apontam que 47% do produto chegou pelos portos de Paranaguá e Antonina.


No fechamento do primeiro semestre de 2013, os portos paranaenses registraram alta de 22% na importação de fertilizantes ante o mesmo período de 2012, totalizando 4,7 milhões de toneladas do produto.

Jornal Midiamax