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PF faz operação contra fraude no Ibama em três Estados

A Polícia Federal desarticula uma quadrilha especializada em fraudar o sistema de controle florestal do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A operação “Nuvem Negra” é a primeira ação da PF no combate a este tipo de crime. No total são cumpridos 50 mandados judiciais: 21 de prisão preventiva, 22 […]

Arquivo Publicado em 06/12/2013, às 14h11

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A Polícia Federal desarticula uma quadrilha especializada em fraudar o sistema de controle florestal do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A operação “Nuvem Negra” é a primeira ação da PF no combate a este tipo de crime.

No total são cumpridos 50 mandados judiciais: 21 de prisão preventiva, 22 de busca e apreensão, além de 7 conduções coercitivas — quando o investigado é procurado e obrigado a depor — nos Estados do Maranhão, Pará e Goiás.

A investigação durou um ano e foram iniciadas a partir de fraudes detectadas pelo Ibama durante o monitoramento do sistema de controle florestal. Segundo a PF, os criminosos procuravam burlar o sistema para legalizar madeireiras.

No Brasil, uma serraria somente pode ter madeira em seu pátio se possuir respectivo “crédito” no Ibama, comprovando a origem lícita da madeira existente até o seu destino final. De acordo com a investigação, para conferir aparência de legalidade a madeiras extraídas ilegalmente de terras indígenas e unidades de conservação, os criminosos invadiam os computadores de outras empresas e “furtavam” esses “créditos” para empresas fantasmas ou irregulares.

“Com a fraude, a organização criminosa criou um verdadeiro banco ilegal de créditos de madeira”, disse a Polícia Federal por meio de nota.

Somente no ano de 2013, aproximadamente 500 mil m3 de madeira serrada que teriam entrado no Maranhão e Pará de maneira ilegal. Seriam necessários 14 mil caminhões para transportar essa madeira em tora.

O Ibama bloqueou mais de 200 empresas que seriam beneficiadas com este esquema. Os investigados responderão pelos crimes de formação de organização criminosa, furto de madeira, falsidade ideológica, invasão de dispositivos informáticos, crimes ambientais, lavagem de ativos, dentre outros.

Jornal Midiamax