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Perícia aponta que delegado assassinado foi vítima de pistolagem

A arma utilizada na reconstituição é uma pistola 9mm. Foram sete disparos, dois pararam na porta do carro, um não atingiu a vítima, e Paulo sofreu quatro disparos, que resultaram em onze trajetos no corpo.

Arquivo Publicado em 28/06/2013, às 19h51

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A arma utilizada na reconstituição é uma pistola 9mm. Foram sete disparos, dois pararam na porta do carro, um não atingiu a vítima, e Paulo sofreu quatro disparos, que resultaram em onze trajetos no corpo.

O delegado aposentado e professor universitário Paulo Magalhães Araújo, 57 anos, foi assassinado por profissionais, segundo apontou a perícia técnica realizada na tarde desta sexta-feira (28). A forma do crime e a precisão dos disparos comprovaram o serviço de pistolagem.


“Os disparos foram realizados em curta distância, entre meio e um metro, e com os veículos quase parando. Pela precisão dos tiros, foi um profissional qualificado”, revelou o perito Sávio Ribas.


Na tarde desta sexta-feira (28), a Polícia Civil simulou a posição dos disparos feitos contra o delegado aposentado. Ele foi executado a tiros na rua Alagoas, no Jardim dos Estados em Campo Grande, na terça-feira (25).


No trabalho foi analisada o veículo Land Rover da vítima. A camisa do delegado aposentado, também está foi utilizada, por conta dos furos dos tiros. A equipe do delegado Edilson dos Santos, também usou uma moto Honda Titan, mesmo modelo da usada pelos dois criminosos.


A arma utilizada na reconstituição é uma pistola 9mm. Foram sete disparos, dois pararam na porta do carro, um não atingiu a vítima, e Paulo sofreu quatro disparos, que resultaram em onze trajetos no corpo.


“Provavelmente o tiro fatal passou pelo ombro, na região da axila, perfurou o peito e parou no pulmão”, explicou Sábio. “Pelo trajeto das balas, podemos ver que o delegado ainda tentou se defender, colocando a mão na frente da cara”, completou.


Os disparos não duraram mais de três segundos, ainda segundo a perícia.


Magalhães foi morto no momento em que buscava a filha de 11 anos na escola. A perícia deve sair nos próximos dez dias.


A investigação mobiliza equipes da 1ª Delegacia de Polícia Civil, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Assalto de Banco, Sequestros e Roubos) e da Delegacia de Homicídios.

Jornal Midiamax