Geral

Pãozinho e derivados da farinha ficam mais caros em Campo Grande

Segundo o presidente do Sindepan, Raúl Barbosa, os motivos para o aumento são as altas nos preços do custo do empresário.

Arquivo Publicado em 24/01/2013, às 13h58

None
753386158.jpg

Segundo o presidente do Sindepan, Raúl Barbosa, os motivos para o aumento são as altas nos preços do custo do empresário.

O preço do pão francês já está mais caro em algumas padarias de Campo Grande. O incremento se deve principalmente ao aumento da farinha de trigo e de outros insumos. Mas, aluguéis mais caro, água, e salários mais altos, também contribuíram no índice. Segundo o presidente do Sindepan (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado de Mato Grosso do Sul), Raúl Barbosa, os motivos para o aumento são as altas nos preços do custo do empresário. “Tudo está mais caro. A farinha importada, que é a melhor, subiu quase R$ 20 a saca. Os salários aumentaram. Os aluguéis tiveram reajuste. A água subiu. Assim, tem que aumentar”, explica.

Gerente em uma padaria na Vila Carvalho, Maria Estela Matana Córdoba, diz que está mais caro trabalhar. Contudo, ela afirma que procura repassar o mínimo possível ao consumidor para não espantar a clientela. “A gente repassa só os custos mesmo, porque se não fica muito caro. O quilo do pão era R$ 6,00, agora está R$ 7,00”, conta.

O aumento de 17% é menor que o aumento da farinha de trigo. Segundo Estela a saca de 50 kg custava em média R$ 70,00 agora não sai por menos de R$ 85,00. Incremento de 21,5%.

Mesmo repassando o mínimo possível, os preços fazem diferença no bolso do consumidor. Carla Teixeira, costureira, conta que ela, por morar sozinha não sente tanto, mas lembra que em uma família grande a diferença é sentida no fim do mês. “Eu consumo dois pãezinhos por dia. Mas, pensa uma família de cinco, seis pessoas. Se gasta R$ 1,00 a mais por dia, quanto não é no final”.

A boa notícia é que nem todos repassaram o preço. Em uma padaria, no bairro Santafé, o pãozinho sai a R$ 8,90 desde o fim do ano passado. Carlos Henrique Brittes Taveira, primeiro secretário do Sindepan, e irmão do proprietário, conta que no local, assim como em sua própria padaria, os preços não subiram.

Ele não confirma que os preços podem aumentar. Mas, ressalta que a farinha que ele usa subiu de R$ 65,00 para R$ 91,00 – 40% a mais. “Ainda não repassamos os preços, estamos esperando para ver como vai será orientação do sindicato. Mas, que está mais caro pra gente produzir, isso está”, explica.

Outros aumentos

Estela ainda lembrou que outros produtos que usam farinha de trigo devem ter aumento. Ela não indicou quanto será repassado, mas lanches, salgados e bolos prontos vão ficar mais caro para o bolso do consumidor.

o presidente do Sindepan confirma o aumento, mas ressalta que os valores vão ser repassados de acordo com o custo dos empresários.

Jornal Midiamax