Geral

Pacientes denunciam demora de quase um ano para marcar exames na rede pública

Duas mulheres, dramas similares. Uma aguarda desde abril desde ano por um exame. Outra recebeu uma ligação da Prefeitura de Campo Grande marcando para este sábado (5) um exame que solicitou em dezembro do ano passado. A secretária Ana Lúcia Pereira da Costa, de 37 anos, precisa fazer o exame Estudo Urodinâmico e comprovar que […]

Arquivo Publicado em 05/10/2013, às 19h40

None
1932178070.jpg

Duas mulheres, dramas similares. Uma aguarda desde abril desde ano por um exame. Outra recebeu uma ligação da Prefeitura de Campo Grande marcando para este sábado (5) um exame que solicitou em dezembro do ano passado.

A secretária Ana Lúcia Pereira da Costa, de 37 anos, precisa fazer o exame Estudo Urodinâmico e comprovar que tem alterações funcionais em sua bexiga para poder ter acesso à cirurgia reparadora de incontinência urinária pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Eu tive filho de parto normal e depois disso nosso organismo nunca mais fica igual. De uns dois anos para cá esse problema vem me incomodando. Este ano ficou insuportável e estou desde então com dor”, afirmou Ana Lúcia. Hoje seu filho está com 15 anos.

Em abril ela finalmente conseguiu se consultar e pegar a autorização do exame Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), mas quando liga para saber quando será a data recebe a informação de que “não tem nem previsão”.

“Além disso me falaram na Sesau que a Santa Casa é o único lugar na cidade que faz esse exame pelo SUS e que eles teriam um convênio com a prefeitura, mas que este convênio teria sido desfeito e por isso não tem nem data para o exame”, lamentou.

Em clínica particular Ana Lúcia orçou que um Estudo Urodinâmico seria no mínimo R$ 400. “Não tenho como pagar tudo isso e assim vou vivendo com dor, já que sem o exame não tem nem previsão de quando vou poder fazer a cirurgia”, concluiu.

Quase um ano depois…

Outro caso denunciado ao Midiamax é da Danielle da Silva Salvaterra, de 22 anos. Com dores nas articulações ela conseguiu uma consulta um mês depois da tentativa e seguiu para a Central de Regulação com pedidos de exames de ultrassom na mão direita e no cotovelo esquerdo.

A suspeita de tendinite nunca pode ser comprovada, afinal com as solicitações de exames em dezembro de 2012, Danielle desistiu de ligar na Sesau para saber quando iria fazer. “Eu ligava lá e eles diziam que não tinha nem previsão. Eu já tinha desistido até que nessa semana me ligaram marcando o exame para hoje”, afirmou.

No entanto ligaram novamente informando que o horário foi remarcado neste sábado (5) das 18h para às 13h. “Só que daí eu já tinha me programado inteira para ir e não consegui mais ir no novo horário por conta do trabalho”, lamentou.

Além da demora de conseguir um exame, Danielle também reclamou que marcaram para realizá-lo na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Universitário, sendo que ela mora do outro lado da cidade, no bairro Zé Pereira. “Agora vou ter que me acostumar de novo com a dor, até conseguir outro exame”, finalizou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria para divulgar as justificativas da Prefeitura de Campo Grande, mas após três dias não obteve resposta.

Jornal Midiamax