Geral

Organismo se adapta mais rápido no fim do horário de Verão, garante médico

Horário de verão termina à meia-noite deste sábado, quando os relógios devem ser atrasados em 1 hora 

Arquivo Publicado em 16/02/2013, às 11h05

None
2060201190.jpg

Horário de verão termina à meia-noite deste sábado, quando os relógios devem ser atrasados em 1 hora 

A hora que ‘tiraram’ dos relógios no dia 21 de outubro será ‘devolvida’ neste sábado (16), à meia-noite. É o fim do horário de `Verão, programa do governo que, desde 1931, deixa os dias mais longos e estimula a economia de energia no horário de pico. Os relógios devem ser atrasados em uma hora e passarão a marcar 23 horas novamente no Distrito Federal e nos 11 Estados onde a alteração entrou em vigor.

O maior impacto do horário de verão na rotina acontece, conforme especialistas, quando o horário especial tem início. No entanto, há quem sinta alterações também com a volta do relógio em uma hora. “Em situações rotineiras, o relógio biológico determina o momento em que a pessoa deve sentir sono, fome e cansaço. Com o adiantamento ou o atraso do relógio, a maioria das pessoas sente as consequências – tais como sonolência matinal, cansaço, desatenção e irritação – nos primeiros dias. Mas a adaptação com o fim do horário é mais amena, o organismo sente menos do que quando ele começa”, afirma o clinico geral Nivaldo Chaves.

A noite ficará mais longa e a incidência do sol durante o dia voltará ao normal – por volta das 6 horas o dia já haverá amanhecido e, às 19 horas o sol já terá dado lugar à lua.

Buscar readaptar a rotina aos horários do dia é a única alternativa. “Adequar horários de sono e de alimentação é uma forma de driblar o quanto antes os desconfortos da mudança forçada de ritmo. É importante manter fixos os intervalos entre as refeições e a frequência delas”, enfatiza Chaves.

A técnica em farmácia Rafaela Chayenne Zourbin, 28 anos, não vê a hora de chegar o fim do horário de verão. “Graças a Deus vai acabar. Não aguento mais acordar cedo e ainda estar escuro. Quando vou ao trabalho de ônibus é pior ainda, porque tenho que acordar mais cedo”, reclama.

A adaptação acontece em média em três dias. “Vai depender de pessoa para pessoa, algumas demoram mais tempo, até semanas. A dificuldade de adaptação é maior nos idosos. Pessoas que apresentam distúrbios do sono também sofrem mais com a alteração”, afirma o médico.

Economia

Nos 11 Estados e no Distrito Federal foi economizado 2.477 megawatts (MW) no período de pico (entre as 18h e as 21h) – equivalente a 4,5% da demanda máxima nos três subsistemas onde a mudança de horário vigorou. A informação foi divulgada pelo NOS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), ontem (15).

O horário de verão foi adotado de forma ininterrupta no país no ano de 1985. Hoje (16), esta temporada completa 119 dias de duração.

Jornal Midiamax