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Oito pessoas morrem em ataque das Farc a povoado na Colômbia

Seis militares e dois civis foram mortos neste sábado em um ataque com explosivos no povoado colombiano de Inzá, que foi atribuído aos guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização que participa de negociações de paz com o governo, informou o exército. “Quando a comunidade estava se preparando para suas atividades, as Farc […]

Arquivo Publicado em 07/12/2013, às 18h57

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Seis militares e dois civis foram mortos neste sábado em um ataque com explosivos no povoado colombiano de Inzá, que foi atribuído aos guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), organização que participa de negociações de paz com o governo, informou o exército.


“Quando a comunidade estava se preparando para suas atividades, as Farc detonaram um carro carregado com explosivos no município de Inzá”, informou um comunicado divulgado à imprensa.


Morreram no ataque um major do Exército, dois tenentes, um sargento, um soldado, um sub-tenente da polícia e dois civis, detalhou o relatório, que acrescentou que outros sete militares ficaram feridos, sem especificar o seu estado de saúde.


“Este fato mostra claramente que as Farc continuam sistematicamente cometendo atos de terrorismo contra civis, colocando a integridade de vidas em perigo”, acusou o comunicado.


A guerrilha e o governo do presidente Juan Manuel Santos negociam há um ano, em Cuba, um acordo de paz, sem que as partes tenham cessado o conflito armado na Colômbia.


O chefe da polícia, o general Rodolfo Polomino, viajou de Bogotá para Inzá para obter informações diretas, mas recusou-se a precisar o número exato de mortos no ataque.


“Soubemos que policiais e soldados foram vítimas do ataque. Provavelmente alguns deles foram mortos, assim como civis”, disse a jornalistas.


Palomino também afirmou que o ataque “é mais uma prova do terrorismo indiscriminado das Farc”.


Inzá é uma pequena e isolada vila rural localizada na conturbada província de Cauca, onde as Farc têm uma forte presença.


A organização, que tem entre sete e oito mil combatentes, é a principal guerrilha em atividade no país e a mais antiga da América Latina, com cerca de meio século de luta armada contra o Estado colombiano.

Jornal Midiamax