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Obra da Júlio de Castilho não termina em fevereiro, avisa Secretário

Com erros visíveis para quem nem cursou faculdade de Engenharia, o morador mandou um e-mail com fotos de um muro em cima do piso tátil, cruzamentos sem visibilidade e reparos que já precisam ser feitos na obra que nem foi entregue ainda.

Arquivo Publicado em 25/01/2013, às 11h01

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Com erros visíveis para quem nem cursou faculdade de Engenharia, o morador mandou um e-mail com fotos de um muro em cima do piso tátil, cruzamentos sem visibilidade e reparos que já precisam ser feitos na obra que nem foi entregue ainda.

Com previsão para terminar em fevereiro, a obra da Júlio de Castilho deve atrasar – mais uma vez. O anúncio foi feito pelo Secretário de Obras, Semy Ferraz, que explicou que as pistas serão liberadas por faixas e não por trechos.


“Isso para não atrapalhar o trânsito ainda mais. Foi uma alternativa que a Prefeitura encontrou para não acumular transtornos aos moradores. A gente consegue andar com a obra sem atrapalhar ninguém”, avisou.


Com término previsto para fevereiro, o secretário ainda não soube calcular para quando a entrega da obra foi adiada.


Enquanto isso, moradores continuam de olho na obra. Em apenas um trecho, no entroncamento entre as avenidas Júlio de Castilho com Manoel Ferreira e Aeroporto, um leitor do Midiamax, que não é formado em Engenharia, mas está indignado com o gasto mal planejado do dinheiro público, fez fotos nesta quinta-feira (24) do que considera errado na execução da obra.


Breno Munhóz acredita que o poste do canteiro central das avenidas caia. Isso porque o canteiro central dos cruzamentos está prolongado, dificultando a passagem dos carros nas saídas das avenidas.


Outra irregularidade é o muro que há em cima do piso tátil instalado na avenida, que atrapalha os pedestres. “Há obstáculos como muro impedindo sua passagem e caixa de metal desviando a guia, podendo confundir o deficiente e levá-lo em direção à pista de rolamento e causar acidentes”, explicou.


Ele reclama também dos gastos com os reparos feitos na obra, fotografando um local que nem foi entregue, mas que passa por conserto.


Em nota, a assessoria de comunicação da prefeitura de Campo Grande informou que está analisando e fazendo o levantamento dos defeitos, bem como de outros problemas que a obra tem apresentado para que a empreiteira responsável faça as devidas correções, dentro de um cronograma definido pela Seintrha.


Além disso, ainda existe um trecho para ser concluído e a Seintrha, por determinação do prefeito Alcides Bernal estará interditando uma via de cada vez, de forma a garantir o fluxo na região (interdita uma pista para obra, conclui e depois a outra), seguindo o cronograma que deverá ser seguido pela empreiteira. Caso não seja atendido o cronograma, a empresa será responsabilizada.

Jornal Midiamax