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Obama pede que África siga o exemplo de Nelson Mandela

O presidente Barack Obama disse neste domingo que os Estados Unidos ajudarão a impulsionar a África no caminho da prosperidade e da paz, e exortou o continente a seguir o exemplo de Nelson Mandela. Na África do Sul na segunda etapa de uma viagem por três nações africanas, o líder norte-americano visitou a sombria ex-prisão […]

Arquivo Publicado em 30/06/2013, às 20h28

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O presidente Barack Obama disse neste domingo que os Estados Unidos ajudarão a impulsionar a África no caminho da prosperidade e da paz, e exortou o continente a seguir o exemplo de Nelson Mandela.


Na África do Sul na segunda etapa de uma viagem por três nações africanas, o líder norte-americano visitou a sombria ex-prisão de Robben Island para prestar homenagem ao ex-presidente Mandela, outrora detento ali e gravemente doente em um hospital na atualidade.


Mais tarde Obama mencionou o legado de Mandela, que ficou aprisionado na ilha durante a maior parte dos 27 anos que passou na prisão antes de se tornar o primeiro presidente negro do país, em um discurso na Universidade da Cidade do Cabo.


O presidente, o primeiro chefe de Estado afro-americano dos EUA, disse que a luta de Mandela contra o apartheid pavimentou o caminho para a liberdade e a oportunidade muito além das fronteiras sul-africanas.


“Nelson Mandela nos mostrou que a coragem de um homem pode mexer com o mundo”, disse Obama.


Ele instou a plateia a não descansar até que mais seja feito para erradicar a pobreza e a doença e pôr fim à corrupção governamental e à guerra.


“Há uma energia aqui: a África se erguendo”, declarou. “Sabemos, entretanto, que este progresso jaz sobre uma fundação frágil, que é desigual”.


Obama disse que sua visita a Robben Island foi particularmente comovente por poder dividir a experiência com suas filhas Malia, de 15 anos, e Sasha, de 12.


Ainda ali, Obama foi à cela de Mandela, repetindo uma visita anterior que fez como senador em 2006.


A luta de Mandela, de 94 anos, com uma infecção pulmonar, vem sendo um pano de fundo sombrio para a viagem de oito dias de Obama pela África. O governo sul-africano diz que sua condição é “crítica, mas estável”.


Obama se encontrou com parentes de Mandela em Johanesburgo no sábado para entregar uma mensagem de apoio, ao invés de visitar o ex-presidente no hospital onde passou as últimas três semanas.


O líder norte-americano descreve Mandela como um “herói pessoal”, e lembrou seus ouvintes na África que seu primeiro ato de ativismo político foi incitar sua faculdade nos EUA a abdicar de seus investimentos na África do Sul em protesto contra o apartheid.


Os assessores de Obama informaram que ele escolheu a Universidade da Cidade do Cabo como local de seu maior discurso no continente por causa da fala do então senador Robert Kennedy ali em 1966, comparando a luta para superar o apartheid com o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos.


“Teria parecido inconcebível naquela ocasião que, menos de 50 anos mais tarde, um presidente afro-americano poderia se dirigir a uma plateia mista na mais antiga universidade da África do Sul, e que esta mesma universidade teria concedido um diploma honorário ao presidente Mandela”, declarou Obama.


Nem todos ficaram impressionados com sua presença, entretanto. Alguns manifestantes se juntaram do lado de fora da universidade antes de seu discurso com cartazes atacando a política externa dos EUA com os dizeres “Obama assassino de massas” e “Encerre a guerra dos drones agora”.


Na Cidade do Cabo, Obama também visitou um centro de saúde para sublinhar os esforços norte-americanso no combate à Aids no continente.


Durante esta visita, outro veterano anti-apartheid, o bispo anglicano aposentado Desmond Tutu, disse a Obama que os africanos sentem afinidade com ele e que têm grandes expectativas a seu respeito.


“Seu sucesso é nosso sucesso. Seu fracasso, quer você goste ou não, é nosso fracasso”, disse-lhe Tutu.

Jornal Midiamax